quarta-feira, 11 de março de 2015

A alegria de ser mulher! Sem Pílula. Contracepção não hormonal

Como parar de tomar a pílula e contraceptivos hormonais e conhecer os métodos não hormonais para tomar uma decisão capacitada.  Onde procurar aconselhamento e informação.


Este post afasta-se um pouco dos temas habituais, mas por ser utilizadora de um diafragma, método retirado do mercado nem Portugal, percebo muitas vezes a curiosidade das mulheres sobre o assunto.

Por outro lado, eliminar as hormonas é importante na visão do herbalismo medicinal, e quanto mais estudo mais me apercebo que os efeitos nocivos das hormonas são deveras prejudiciais à saúde.

Já passaram alguns meses desde que dei a última hipótese à pílula como contraceptivo, e já lá vão uns anos desde que comecei a acreditar que a contracepção hormonal é prejudicial à saúde, e prejudicial à alegria de ser mulher.

Recentemente têm saído cá para fora notícias no mínimo alarmantes. Mas mais alarmante é a nossa falta de opções, e os braços cruzados perante este facto, deixando-nos andar por aqui sem pensar muito no assunto que é reponsável pela nossa vitalidade, libido e alegria de ser amadas!

O meu objectivo não é entrar no panorama clínico, é apenas trazer cá para fora alternativas, para que se tornem conhecidas e divulgadas, senão no SNS, pelo menos entre nós, mulheres. E sim, é possível comprar online alternativas de planeamento familiar não hormonal.

Foi neste artigo da Sílvia Silva que pousei os olhos esta manhã, e parei algum tempo a ler os comentários porque percebi que muitas mulheres não conhecem alternativas, ou julgam que contraceptivos como o adesivo ou o anel vaginal são verdadeiras alternativas, quando na verdade são contraceptivos hormonais, com os mesmos potenciais efeitos secundários que a pílula.

No meu caso os efeitos secundários nunca foram tão preocupantes, mas desagradáveis, sem dúvida. O meu primeiro passo foi pesquisar online, para descobrir quais opções poderiam ser ponderadas. Na internet há muita informação em inglês e em espanhol.

Em Espanha as mulheres consultam-se com parteiras, que as observam e fazem medições do diu, recomendam e aconselham métodos e dão apoio e compreensão à mulheres que querem eliminar a contracepção hormonal da sua vida.

Em Portugal não tomei conhecimento de que isto acontecesse, mas embora não haja diafragma à venda, um@ ginecologist@ pode fazer a medição e aconselhar, se for o caso, e desta forma podes comprar online.

Por alguns métodos não serem comercializados em Portugal, pode ser difícil obter o aconselhamento necessário. Gostaria de recomendar mais sítios onde uma mulher possa obter aconselhamento e informação, mas actualmente não conheço mais, se alguém quiser contactar-me terei todo o gosto em adicionar essa informação.

Uma das alternativas que já não temos por cá e que se usam ainda bastante em Espanha, na Europa e no continente americano são os diafragmas, capuzes cervicais e esponjas contraceptivas.

Estão muito na moda o femcap com três tamanhos, e o diafragma caya, de tamanho único - não precisa de medição, ambos utilizados em conjunto com o contragel, um  espermicida natural que não tem os efeitos secundários dos antigos espermicidas.


Para a mulher, controlar o comportamento hormonal do seu corpo é controlar a saúde, a fertilidade, o humor e a alegria da vida. Preferes ser tu a controlar ou confiar num fármaco hormonal que altera todo o teu sistema?


Para sair do ciclo de efeitos secundários, há que investigar contracepção hormonal e não hormonal. Fazem parte da categoria hormnonal: a pílula, o adesivo (evra), o implante (implanon) ou o anel vaginal (circlete) e os DIU hormonais. Como não hormonais temos o preservativo masculino e feminino, o DIU, o Diafragma, femcap, esponja, etc....

Em Portugal, na categoria dos não hormonais reversíveis, de barreira temos disponíveis o preservativo masculino e o preservativo feminino, o diu, e ficamos por aqui.

O Portal de Saúde sexual e Reprodutiva dá uma visão mais geral no quadro comparativo dos métodos contraceptivos. É um bom sítio para começar a ler e pesquisar, mas... depressa se esgota! Em Portugal a escolha na área da contracepção não hormonal é muito limitada, e por isso sugiro pesquisas mas abrangentes, tirando proveito da globalização e das suas vantagens.

Neste site vais querer entender a distinção entre os métodos hormonais e os não hormonais, lembra-te que os métodos hormonais são os que causam efeitos secundários.

Quanto aos sites internacionais, recomendo o sexuality and you que contém uma explicação mais detalhada de métodos não hormonais de planeamento familiar que não temos em Portugal.

Com toda a panóplia de aplicações e coisas possíveis em dispositivos móveis, seria estranho que não houvesse nada nesta área, mas as notícias são boas, há a app grátis P Tracker para Android, que permite monitorizar a fertilidade. Podes registar o início e o fim do teu ciclo, a tua temperatura diáriamente, sintomas, medicamentos que usas, etc. A aplicação permite um registo muito preciso dos ciclos e gera um resultado bastante confiável!

Atenção:
Se deixas de tomar a pílula ou contraceptivos hormonais, demoras cerca de 6 meses a voltar a um ciclo normal.
Os resultados de monitorização do teu ciclo de fertilidade são confiáveis ao fim de três meses.
Algumas situações de stress, trauma, exposição a determinadas substâncias e factores ambientais podem eventualmente ter um efeito no teu ciclo de fertilidade.


A loja RDO Medical disponibiliza muitas opções, as entregas são rápidas e os custos da entrega mais baratos, porque é já aqui ao lado!

Para quem aprecia tratamentos naturais, há um livro espanhol sobre Ginecologia Natural: Manual introductorio a la Ginecologia Natural com página facebook também Ginecologia natural.

Este livro nasce a partir de um projecto de investigação social independente, no Chile, já revisto e aumentado por três vezes e trata as ervas e tratamentos naturais, bem como o plano emocional da doença e a auto-gestão da fertilidade.

As imagens neste artigo são meramente informativas, não recomendo nenhum método em especial, essa deve ser uma decisão da mulher de acordo com os seus objectivos, em conjunto com um profissional de saúde da sua confiança.

Para colocar questões, ou para mais informações, comenta este post!

Update: Nasce hoje o grupo de Planeamento Familiar Ético no Face, com muita informação e apoio, aparece por lá!

2 comentários:

  1. Olá Cristina, conhece algum médico em Lisboa (ou mesmo Cascais) que possa me aconselhar na escolha entre o femcap e o caya? O meu médico atual só pensa em métodos hormonais e não me aconselha nada diferente...

    ResponderEliminar
  2. Olá Fernanda,
    Tive o mesmo problema, os medicos parecem não ter em consideração as decisões da mulher no que toca ao aconselhamento sobre contracepção.
    Gostaria de enviar mensagem pessoal para não expor o nome da médica que consultei, se não te importares, contacta-me por mail[at]cristinafigueira.com

    ResponderEliminar