segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Desenho de Meditação - a expansão da consciência

A arte meditativa tem uma história muito profunda, desde os primórdios da vida que o homem cria arte para encontrar conexões com o inconsciente colectivo, conectar-se consigo próprio e comunicar com os deuses. Temos os exemplos das danças tribais que eram feitas como oferenda aos deuses e nas quais muitas vezes os participantes alcançavam estados alterados de consciência.

Na sociedade ocidental encontro muitos exemplos de pessoas que não conseguem, não querem e não estão habituadas a parar a mente. Tal como o corpo pede descanso, também a mente necessita dele. A vida actual é feita de excesso de estímulo, excesso de coisas em que pensar, preocupações e contratempos...

Dar ao nosso cérebro a possibilidade de meditar contribui para o bem-estar físico e mental, melhora a capacidade de decisão, a velocidade do pensamento e raciocínio e melhora a memória.

Desenho de Meditação
Mas para quem não está familiarizado com a prática da meditação, meditar é algo abstracto e impossível de alcançar sem persistência e um conhecimento profundo das técnicas, pois a capacidade de parar a mente hoje em dia está praticamente perdida.

Estamos a tornar-nos estranhos para a nossa vida interior, para o artista que vive dentro de cada um de nós, e deixamos que a vida banal vá aos poucos congelando a  nossa mente criativa, anula o nosso pensar, o nosso sentir, experienciar, ver...

Nos dias que correm, cessar a correria, sentar calmamente na erva, desligar-me do mundano e voltar à Terra, permitir aos olhos VER uma árvore dançar, um arbusto, uma nuvem, uma folha, é uma experiência inesquecível.

O desenho de meditação é a prática mais adequada para treinar esta capacidade, pois não há uma paragem total física ou mental, apenas uma diminuição considerável da actividade, de forma a que a mente encontre um estado de meditação através do desenho, estabelecendo o silêncio interior, cessando a dispersão da atenção.

Neste processo há uma retomada de consciência, quando realmente VEJO o  mundo, esqueço o ego, liberto-me dele e mergulho na realidade do que me confronta, torno-me parte disso, participo. O desenho Zen não é um hobby, mas sim uma disciplina de consciência, de foco da atenção num mundo que constantemente a puxa em todas as direcções. É parar de perseguir o que quer que seja e experienciar apenas o que está à nossa frente.

Esta conexão com tudo o que nos rodeia no mundo, na natureza, faz-nos ver mais profundamente o que há no nosso interior, a parte de natureza que habita em nós, facilitando o auto-estudo e auto-conhecimento.


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