quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Manifesto - tudo o que eu não sou

Eu não sou a minha função na empresa onde trabalho, nem o papel que assumo na minha família, não sou a minha história, não sou o meu passado.

Eu sou [escreve o teu nome aqui] e assumi todas estas responsabilidades de livre vontade, por minha própria escolha; não esquecendo que as assumo sendo eu próprio, este ser singular e único, capaz de criar e destruir, que opta por tentar criar apenas.

Já houve e haverá dias em que não sou o ser humano que os outros querem ver, isto porque esse desejo é reflexo dos seus próprios pensamentos e expectativas e eu sou o reflexo dos meus.

Não corresponder às expectativas dos outros não é ser menos bom, é apenas um desalinhamento entre os desejos de outras pessoas em relação a mim e os meus próprios.

Sou o que sou.

E o que sou hoje pode nem ter nada a ver com o que serei amanhã, tem graça!...

Nem os outros estão mal, nem eu estou bem, todos estamos apenas. Já que não se está bem com todos, que eu possa estar bem ao menos comigo.

Agora sacudo os ombros e vou em busca do meu projecto de vida! Se eu não o fizer, quem o fará?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A Educação Waldorf

Uma tradução-Interpretação do artigo Waldorf 101 nos Christopherus Home School Resources


http://www.pinterest.com/rejoyceinlight/5th-botany/
Rudolf Steiner fundou a Antroposofia e a Educação Waldorf

A Educação Waldorf é uma tradição viva baseada num particular entendimento do desenvolvimento da criança. Desenvolveu-se sobretudo em cenário escolar e muitos dos seu pilares apenas se aplicam a escolas.

Até aos 7 anos:

A aprendizagem é baseada na imitação; a imaginação é alimentada pelo uso de materiais simples e coisas de brincar, brincadeira criativa, sem desenvolvimento intelectual prematuro. Não existe "Ensinar" nesta altura, mas as capacidades da criança são exponenciadas por escutar histórias, pintar e fazer artes e ofícios, cantar e celebrar as estações e épocas festivas.

Dos 7 aos 14 anos:

É feita uma aproximação imaginativa e artística em todas as lições, desencantando fábulas de aventura em episódios da história, aprender "com as mãos na massa" através da experiência, criando as crianças as suas representações artísticas do que aprendem.

No primeiro ciclo vai sendo feita uma introdução gradual ao trabalho académico, e sempre com actividade precedendo o trabalho principal. Por exemplo, as crianças aprendem a escrever primeiro, copiando letras e mais tarde palavras para os seus cadernos. Lêr segue a escrita e é apenas a escrita das próprias crianças que lhes serve para texto de leitura.

A partir dos 14 anos:


O foco é rigorosamente no conteúdo intelectual (mas nunca negligenciando o artístico). As lições são dadas por professores especialistas na matéria.




  • Quase uma educação "Renascentista": uma verdadeira educação artístico-liberal onde todas as crianças podem aprender sobre todos os assuntos e não apenas resumir-se às matérias em que têm mais capacidades.

  • Almejando educar indivíduos de pensamento independente que podem percorrer qualquer campo com o qual se deparam, não especialistas unifocados que nada sabem sobre a vida que extrapola a sua especialização.

  • A abordagem holística da aprendizagem - artes, humanidades e ciências onde são vistas na sua interligação, não havendo o traçado de uma linha que as separa.

  • A ênfase em qualidades morais como a verdade, beleza e bondade, que nunca são dadas às crianças como sermão, mas sim rodeando as crianças por estas qualidades, no sentido de que a sala de aula e a escola são construídas e cuidadas, nas acções dos adultos em seu redor que demonstram estas qualidades e no conteúdo das lições.

  • Os contos de fadas, lendas de muitas culturas, e histórias de heróis e bemfeitores plantam as fundaçoes morais para as crianças.

  • Há um equilíbrio harmonioso nas lições de cada dia e no arranjo sasonal do currículo. Há um tempo para a actividade (movimento, palmas, jogos, etc.), um tempo para receber (escutando histórias ou as lições), e um tempo para a actividade artística.

  • Cada manhã, nos graus do 1º ao 12º ano começa com um bloco de duas horas centradas na lição principal. Estes blocos decorrem por 3 a 6 semanas e são dedicados ao estudo profundo de um determinado tópico do currículo. Por exemplo, no 3º ano há uma lição principal em agricultura, no 5º ano em Botânica, no 8º ano em Química e no 12º ano em arquitectura. Para mais detalhe, lê sobre o plano curricular Waldorf.

  • Durante a lição principal, as crianças também passam tempo a brincar com gravadores, a cantar, a fazer exercícios mentais de matemática e tudo o resto que o educador sinta que puxa as crianças a vivenciar com os seus corações, cabeças e mãos.

  • Idealmente cada aula de 1º ano começa com um educador que será o seu Professor nos seguintes 8 anos. Ensina blocos de lições principais bem como outros assuntos e é o amigo das crianças, guia e autoridade durante o seu tempo na escola.

  • Em adição aos blocos de lições principais, as crianças têm lições de línguas estrangeiras (normalmente duas), trabalhos manuais, euritmia (uma forma de movimento), jogos, música, artes e ofícios/marcenaria, e outros assuntos dependendo do grau de escolaridade. Habitualmente têm lições semanais em matemática e língua materna nos graus mais elementares, em adição aos blocos de lições principais destes assuntos.

  • A actividade prática é vista como componente fundamental da aprendizagem. As crianças são, sempre que possível, permitidas a experimentar os materiais, e depois a criar as suas impressões artísticas do mesmo, e depois discutir ou intelectualizar e analisar o assunto. Um exemplo podem ser os padrões de caminhar das crianças no chão que representam uma estrela de cinco pontos, depois copiar esse padrão para os seus cadernos e depois falarem com o seu professor acerca dos cincos à sua volta (dedos, estrelas do mar...).

  • Não há livros de leitura nas escolas básicas Waldorf e há poucos nos graus seguintes. Os material de cada lição é apresentado criativa e imaginativamente pelo professor, que não utiliza notas ou livros na sua apresentação. Os estudantes fazem os seus próprios livros de leitura, contendo histórias, descrições, experiências, poesia e versos, todos brilhantemente ilustrados. Um livro é feito para cada bloco de lição principal, portanto durante essas 3 a 6 semanas que dura essa lição, é utilizado o mesmo caderno ou sebenta de folhas brancas; ou por vezes um por ano, contendo todos os blocos de lições desse ano.

  • Aparelhos electrónicos como a televisão e computadores, e sobretudo jogos de computador portáteis são vistos como deterioradores de um desenvolvimento saudável das crianças, especialmente para os mais pequeninos. As crianças precisam de aprender com as outras pessoas, e aprender envolve muito mais do que arquivar inforrmação. Pelos anos fora, os professores Waldorf, bem como os pais, têm vindo a observar o impacto negativo destes aparelhos nas crianças. Televisões, videogravadores e computadores não são utilizados nas escolas básicas. Os computadores começam a ser utilizados com moderação nas escolas secundárias.



A Educação Waldorf foi sistematizada pelo filósofo austríaco, cientista e professor espiritual Rudolf Steiner. É uma das muito faladas filhas do movimento atroposofista que Steiner trabalhou para desenvolver na primeira parte do século XX (juntamente com a agricultura biodinâmica, medicina antroposófica, educação curativa para as crianças com necessidades especiais, e várias formas de expressão artística incluindo a nova arte do movimento, Euritmia).

A primeira escola de Steiner foi fundada em Estugarda, Alemanha, 1919 para as crianças filhas dos trabalhadores da fábrica de  cigarros Waldorf Astoria.

Estas escolas espalharam-se pela Europa e pela América do Norte. Hoje em dia há mmais de 1000 escolas e jardins de infância Waldorf nos mais diversos países como o Mexico, África do Sul, Canadá, Itália, Estónia, Japão, Argentina, Austrália, Israel, Índia e Egipto.

Cada escola em cada país é diferente e as influências culturais particulares do próprio país e comunidade que rodeia a escola são trazidas para este plano curricular. Independentemente de todas as escolas trabalharem com base num entendimento particular do desenvolvimento da criança, notado na Antropososfia e currículo original elaborado na Alemanha nos anos 20 continuar a ser a base para todas as escolas Waldorf, já houve desde aí muito crescimento e mudança, pois estas escolas respondem às diferentes necessidades actuais das crianças, com adaptabilidade.

Cada escola é independente. Os professores trabalham nela em conjunto na base do consenso sem hierarquia. Há associações nacionais de escolas Waldorf em cada país diferente, como por exemplo a Associação Percurso Waldorf.

Galeria de ilustrações a giz no quadro preto das escolas waldorf.

Alguns links com mais informação e contactos de Escolas Waldorf em Portugal:

montevelhocarrapateira.blogspot.pt
escolalivredoalgarve.blogspot.pt
www.facebook.com/pages/Pedagogia-Waldorf-em-Portugal
www.casaverdesanos.pt
waldorfjardimdeinfancia.pt

domingo, 27 de outubro de 2013

Caril de Lentilhas

250g de lentilhas verdes ou de lentilhas mung
100g de ananás
1 dente de alho
azeite
Caril em pó q.b.
1/2 copo de iogurte natural +/- 100ml
30g de Côco ralado
Sultanas a gosto
Sal q.b (é dispensável)
Coentros frescos picados
Manteiga (de vaca)
noz moscada q.b.

Arroz branco para acompanhar

Picar o dente de alho e colocar ao lume no azeite durante um minuto. Juntar o pó de caril, as sultanas, o sal, acrescentar as lentilhas e 2 copos de água e o côco ralado, deixar ferver e ir juntando água quente conforme as lentilhas vão absorvendo.

As lentilhas demoram cerca de 25 minutos a cozer, caso queira acelerar este processo, basta demolhá-las por mais ou menos quatro horas, e depois fazer a receita normalmente, mas a água a juntar já será menos.

Quando as lentilhas estiverem quase cozidas tire do lume até parar de borbulhar, junte o iogurte e mexa bem, volte a colocar ao lume e continue a controlar a água.

Quando as lentilhas tiverem soltado bastantes cascas prove para verificar se estão cozidas, rectifique os temperos, e quando estiverem, retire do lume. Junte o ananás em cubos, misture, polvilhe com os coentros frescos picados, e tape por um minuto.

Para servir, coloque o arroz, com uma noz de manteiga e um pouco de noz moscada por cima, faça uma cova no meio do arroz e deite as lentilhas por cima do arroz com algum molho. Poderá polvilhar com mais coentros frescos.

Outra variante pode ser trocar o iogurte por leite de côco na mesma quantidade.

Bom apetite!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Vive o teu projecto! - Humans of New York

Um amigo enviou-me este vídeo no face e escreveu "Creo que te va a gustar una de esas personas que hace del mundo un lugar un poquito mejor".





Ver este vídeo lembrou-me mais uma vez o quanto nos desapegamos deste mundo e desta comunidade em que vivemos, onde trabalhamos com pessoas que não escolhemos em lugares tão distantes de casa e tão desprovidos de humanidade.

Ser eu próprio é uma conquista que apenas vivemos em casa, quando vivemos! e espalhamos todo o dia um perfume que não é o nosso, fazendo uso de palavras que nos desgostam dizer.

Acordar um dia e já não ter trabalho pode ser uma preocupação, mas também uma porta aberta para um mundo que não deixámos de conhecer.

Se dedicares toda a energia que usavas para trabalhar em fazer algo que é o teu talento e a tua verdadeira motivação, o resultado será dez vezes melhor, pela emoção que colocas no que fazes, e pelos benefícios que retiras directamente de o fazer.

Sempre acreditei nos meus próprios projectos, e agora sinto-me um pouco como o Brandon Stanton, todos os dias acordo e coloco toda a minha energia no meu projecto de vida, com todo o entusiasmo e emoção que tenho para dar, e reconheço em mim a felicidade que ele sente.

Espero poder encorajar muitas pessoas a fazer o mesmo!

Se tens um projecto vive-o, começa aos poucos, com o tempo e energia que tens e deixa-te emocionar e entusiasmar! Faz deste mundo um lugar melhor!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Yamas e Niyamas - Ahimsa

Na sequência do artigo sobre o Yoga Clássico de Patanjali, onde falo sobre Yamas e Niyamas, resolvi expôr um a um com mais profundidade.

Ahimsa - compaixão por todos os seres vivos
Muitas vezes este preceito ético é traduzido como não-violência, no entanto considera-se que o seu alcance vai muito mais longe. Não violência para comigo próprio. Não violência física, psicológica ou emocional. Auto-aceitação e depois aceitação de todos os seres e formas de vida.
Qualquer palavra que me impede a mim ou aos outros de crescer e viver livremente é violenta.

A observância deste princípio não pressupõe que deixemos de sentir raiva, fúria, ciúme...Pressupõe sim a observação destes sentimentos sob um filtro de compaixão e uma acção de acordo com esta mesma compaixão, considerando que a mais profunda emoção é um desejo de amar e ser amado, e deve ser neste sentido que se guia a nossa atitude.

Quando reconhecemos todos os seres vivos como semelhantes e tomamos consciência das suas emoções entramos numa roda de auto-contradição, pois a não violência implicaria quase a não-vida, evitando pisar, violentar, alimentar-se de outros seres vivos. Aqui entra o teu próprio entendimento e as tuas linhas-guia, os limites que vão ao encontro dos teus princípios pessoais, tocando este princípio ético.

Em caso de dúvida questiona-te: os meus pensamentos, acções e palavras violentam ou impedem o crescimento ou liberdade de outros seres vivos?

Namasté!


domingo, 20 de outubro de 2013

Mousse de Morango

Hoje é dia de descanso e comidinhas :)

800g de morangos maduros
4 iogurtes naturais
8 folhas de gelatina
1 lata de leite condensado

Demolhar as folhas de gelatina.

Triturar os morangos até ficarem em polpa. Deitar numa taça, juntar os iogurtes e o leite condensado.

Escorrer a gelatina, levar ao microondas a derreter por 10 a 15 segundos (sem água), juntar aos restantes ingredientes mexendo vigorosamente por um minuto.

Levar ao frigorífico no mínimo 30 minutos antes de servir.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Diário de Yoga - a importância do diário de prática

O que é o diário de prática? Todo o praticante de yoga deveria manter um registo diário? O que é importante registar?

Patanjali mantinha o seu diário de prática e aconselhava os seus discípulos a manter o seu. Nesta altura consistia num registo diário de auto-observação da prática de yoga, dos pensamentos e comportamentos, um grupo de perguntas a ser auto-observadas e registadas diariamente, bem como uma lista de práticas a fazer. Deixo o exemplo:




Consegui encontrar online um exemplo de diário de yoga mais voltado para o sentido prático que embora seja útil, não deve ser a única coisa a registar.

Embora possa fazer sentido para alguns de nós um registo diário de exercícios que praticámos, faz mais sentido nos dias de hoje trazer uma maior consciência à prática, e registar as vivências, as emoções e sensações que daí despoletam a cada momento.

Faz sentido traçar também o nosso entendimento pessoal dos yamas e nyamas, definir em que termos fazem ou não sentido para mim, e registar a minha vivência, observar se a sua prática me traz felicidade, se me violenta ou se não compreendo. Sentir a aplicação destes valores na minha individualidade e no meu próprio contexto.

O propósito do yoga é ser incorporado em todos os aspectos da vida, é SER a nossa vida, e o diário de prática serve para escrever sobre tudo na vida. É uma documentação pessoal, que raramente é transmitida, algo apenas para mim, que de alguma forma sinto que quero preservar.

O diário de Yoga não serve para mostrar ou publicar, mas pode acabar por acontecer...o mais importante é mantê-lo como se nunca fosse sair das minhas mãos. Se um dia se proporcionar, então reeditam-se as partes necessárias.

No meu diário de yoga há lugar para escrever sobre sentimentos e vivências na prática, técnicas para melhorar ou aprofundar determinados exercícios, partes de aulas que gostei de dar e quero repetir, outras que não vou repetir mais. Há lugar para escrever sobre tudo na vida, deixar um pensamento de cinco segundos ou um de cinco dias! Os meus desenhos de meditação vivem dentro do meu diário de yoga, bem como qualquer outro tipo de desenho, afinal desenhar ou representar é tão válido como escrever. Não existe formato, faz o que sentes.

Esta prática é uma boa via de praticar swadhyaya, o auto-estudo e auto-observação, e descoberta de si mesmo, aprendendo a ouvir os nossos pensamentos, a nossa voz interior, a transcrever sensações e percepções, estar atento a ti próprio e viver o momento presente.

Deixo o diário de prática de Sri Aurobindo entre 1909 e 1927, retirado de http://www.sriaurobindoashram.org com muita gratidão.

10-11RecordOfYoga by Cristina Figueira

A escrita ou até mesmo o desenho podem ter um caráter meditativo, contemplativo, de reflexão e de atenção difíceis de encontrar se não nos propusermos a parar e pensar. O diário de yoga vai dar-te uma capacidade maior de aprofundar a tua prática, porque muitas vezes praticamos sem pensar, e a consciência que te traz um diário de yoga vai tornar a tua prática mais profunda.

Namasté!



Consulta todos os horários disponíveis para praticar Yoga regularmente.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Workshop de Yoga - Ásana e Equilíbrio - 5 de Novembro de 2013 em São Pedro do Estoril

Em São Pedro do Estoril, no Sítio Azul Centro Terapêutico as aulas de yoga regulares já estão abertas, e agora abrimos também inscrições para este workshop de yoga - ásana e equilíbrio!

Os ásanas(posições) de equilíbrio são essenciais na prática de yoga e são também essenciais para a vida. Este workshop surge com a proposta de criar uma maior consciência do equilíbrio e uma maior sintonização entre o equilíbrio físico e a nossa mente.

Para praticantes e futuros praticantes de yoga, este workshop reúne as técnicas essenciais para usar em qualquer prática, afin de dirigir a nossa consciência para o equilíbrio, trabalhá-lo e aumentá-lo gradualmente.

São dadas também técnicas para trabalhar determinados exercícios de equilíbrio que se revelam mais desafiantes.

O workshop será na primeira terça-feira de Novembro, dia 5, às 20h00 com duração de 1h30. O investimento é de 10€.


Para informações e inscrições:

Telemóvel- 919838602
siotioazulcentroterapeutico@gmail.com
yoga@cristinafigueira.com

Cartaz Workshop de Yoga - Asana e equilibrio

Traz uma roupa confortável, com que te movimentes bem, umas meias para aquecer os pés e um agasalho. O Sítio Azul disponibiliza tapetes, mas se tens um tapete de prática e preferes utilizar o teu, traz também!


Sítio Azul Localiza-se muito próximo da Estação de Caminhos de Ferro de São Pedro do Estoril, perto do Centro Comercial.


Ver mapa maior

Rua dos Lusíadas nº5, 5A e 5B
São Pedro do Estoril
2765-538 Estoril

Contatos do Sítio Azul:

Telefone - 309849774
Telemóvel- 919838602
siotioazulcentroterapeutico@gmail.com
www.facebook.com/sitioazul.centroterapeutico


Contacto da Instrutora:

Cristina Figueira

mail: yoga@cristinafigueira.com
www.cristinafigueira.net/



Consulta os cuidados a ter antes da prática de Yoga.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Yoga Clássico de Patanjali - um caminho de oito passos

Patanjali esquematiza a prática de Yoga por oito partes de um caminho, que nos guiam até aos dias de hoje, conduzindo a nossa prática para aquilo que é o Yoga, e afastando-nos das adaptações e miscelâneas de técnicas para outros propósitos, ainda que possam basear-se nas técnicas de Yoga, mas que não são Yoga.

Yamas e Niyamas - Princípios éticos do Yoga que têm o dom de nos alinhar com o mundo, tornando-nos seres em paz connosco próprios, com a família, e comunidade. São eles: Ahimsa, Satya, Asteya, Brahmacharya, Aparigraha, Saucha, Santosha, Tapas, Swadhyaya e Ishvarapranidana.


Ásana - Posições dinâmicas de actuação psicofísica, ajudam o corpo a manter-se forte, flexível, e relaxado. A sua prática fortalece o sistema nervoso e refina a nossa auto-percepção.

Pranayama - técnicas de respiração, prática que nos sincronizam com o prana, a energia vital.


Pratyahara - a abstração dos sentidos, a técnica de desviar os nossos sentidos para o interior e para o silêncio, em vez de para o exterior e para os estímulos, como habitualmente.

Dharana - concentração, foco da atenção num só ponto (ekagrata - o objecto da minha concentração) e desenvolvimento da consciência.

Dhyana - meditação consciente do acto de contemplação e no objecto de meditação

Samadhi - hiperconsciência. Controlo completo das funções da consciência, que resulta em vários graus de entendimento e percepção. Moksha, libertação do ciclo do renascimento e da morte e de todas as coisas da vida mundana.

O yoga convida-nos a uma prática onde o corpo é utilizado como o veículo através do qual a mente ultrapassará os obstáculos, antagonizando-se com outros tipos de práticas que nos levam a crer que o corpo deve ser descartado e apenas a mente cultivada.

A prática de yoga é a via de aprendizagem através da vivência, afinal, como poderia por exemplo a tua mente aprender a persistência sem a praticar? E serias persistente se à primeira tentativa desistes de um determinado exercício que fazes com o corpo?

Para um melhor entendimento e documentação deste artigo, disponibilizo o Yoga Sutra de Patanjali.




Namasté!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

5 minutos a escangalhar! Aprende! 5 razões para querer aprender sempre mais!

É importante aprender coisas novas, e é importante fazê-lo todos os dias!

Normalmente sabemos muito sobre o nosso trabalho e sobre algum passatempo ou outro...

Embora seja importante aprofundar conhecimentos, é importante por outro lado desafiar o nosso cérebro a aprender coisas novas, coisas que não têm nada a ver, e que no fundo, nos treinam para a mudança e capacidade de nos adaptarmos, enquanto vamos aumentando o nosso conhecimento sobre o mundo em geral.


  1. Aprender dá ao teu cérebro a elasticidade que é necessária para viver novas situações sem ansiedade, para te adaptares lindamente

  2. Apreder algo novos todos os dias dá-te novas perspectivas, que podes vir a utilizar no teu trabalho ou noutras actividades que desenvolves, imagina o mundo de possibilidades!

  3. Viver um espectro de novas situações ensina-te criatividade e aumenta a tua "fonte de ideias"

  4. Aprender coisas novas torna-te mais confiante, afinal, se aprendes cconfias nas tuas capacidades, e se sabes tanntas coisas novas, mais naturalmente saberás estar à altura de muitas situações

  5. Aprender o que quer que seja acaba por te dotar das capacidades necessárias para compreender mais o contexto histórico-sociais e processos naturais  nos quais assenta a vida, o mundo e todas as coisas que existem, que impactam e limitam as nossas vidas

Cria o hábito de querer aprender todos os dias algo novo. Aprende habilidades com as mãos, aprende novas formas de mover o corpo, aprende línguas e palavras, aprende reprogramação emocional e mental, aprende sobre a natureza e os animais, aprende coisas curiosas sobre o mundo, e verás como isso faz de ti melhor!

Com todas as possibilidades de aprender que temos nos dias de hoje, não há qualquer razão para continuares a ser um tibúrcio labrego!

Vai-te letrar!


Este é o ultimo post da rubrica semanal 5 minutos a escangalhar! à quarta. Lê todos os anteriores 5 minutos a escangalhar!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Yoga para crianças - Construindo o futuro desde as suas bases

O Yoga para crianças não existe. Foi esta a minha convicção até há pouco tempo...

E passo a explicar. O objectivo da prática de Yoga é atingir o Samadhi, um estado de expansão da consciência que só o Yoga proporciona.

Praticamos Yoga para atingir Moksha, grande e ultima libertação, cortar com as amarras da vida mundana e deixar de sentir identificação com tudo e nada que nos prenda à terra.

Ultimamente tenho vindo a estudar bastante sobre pedagogias alternativas e formas de ajudar as crianças a manter a criatividade que lhes é tão característica, sem castrar, sem modificar ou anular aquilo que é ser criança, para que a terra de amanhã seja habitada por seres mais felizes, mais realizados e ligados à terra que os alimenta, criativos e capazes de viver da sua própria criação, do seu talento e felicidade.

Criar uma nova geração assenta nas bases do seu crescimento, e um mundo novo, precisa de novas bases, de novas filosofias de educação.

E um dos primeiros pensamentos que tive foi querer fazer alguma coisa!

Foi aqui que eu abri uma nova porta: o yoga para as crianças como forma de manter a criança dentro delas por mais tempo, de as fazer nunca esquecer de rir sem parar, de gostar de cores, de contar estrelas, de imaginar seres mágicos e locais misteriosos, de fazer novas descobertas a cada minuto...

Para mim, fazer tudo como temos feito até aqui e esperar um resultado diferente seria completamente louco, e a partir do momento que descobri que criar uma nova realidade dependia de mostrar essa realidade às crianças, não há mais nada senão começar a fazê-lo!

Por isso agora, para mim, o yoga para crianças existe! Existe aqui neste mundo, e existe como uma esperança de criar para os adultos de amanhã a capacidade de acreditar que eles podem ser e fazer tudo o que quiserem!

Para que as crianças não parem de viajar no seu próprio mundo, ouvir a sua própria intuição, ser artistas! E que não deixem os seus sonhos definhar numa escola de cadeirinhas alinhadas onde só interessa lêr, escrever e fazer contas.



Aqui estão todos os horários disponíveis para praticar Yoga.

domingo, 6 de outubro de 2013

Glossário de Sânscrito

a não, partícula de negação.

abhinivesha medo da morte, apego à vida: um dos kleshas, as misérias existenciais.

adhama respiração abdominal, um dos três estágios na prática do pránáyáma.

adhára suporte, região abdominal.

adharma vício, pecado, transgressão do dever.

adhibhautika sofrimento provocado por outrem.

adhidaivika miséria, dor advinda de circunstâncias exteriores: elementos atmosféricos e influências planetárias.

adhisthana base, assento.

adhyátma interno, interior, relativo a si mesmo.

adhyátmika sofrimento mental, insatisfação, desagrado.

ádi (ou ády, quando precedido por vogal) primeiro, primordial.

adwaita não dualista. Filosofia monista: o Vedánta.

adwásana nome de um ásana.

Ágama testemunho, revelação. Escrituras nas que Shiva ensina as técnicas de Yoga à sua esposa Shaktí. Também designa os manuais do culto vêdico.

agni um dos pañchatattwas: o elemento fogo.

aham eu.

ahamkára auto-referência: é referir-se ao Eu e suas manifestações, identificando-se com elas. Na teoria dos tattwas designa o eu nocional, a massa unitária aperceptiva.

ahimsá não-violência. Um dos cinco yamas, preceitos de conduta do Yoga de Pátañjali.

ajapa japa o japa que não é japa, mantra do som da respiração: so ham.

ájña comando.

ájña chakra centro de força situado no intercílio - ponto entre as duas sobrancelhas.

ákásha o elemento éter. Designa o espaço sutil onde estão armazenados todos os conhecimentos e feitos da Humanidade, desde seus primórdios. Corresponde ao inconsciente coletivo de Jung.

alambushá uma das mais importantes nádís. Estende-se desde o kanda, no abdômen, até a boca.

alasya inatividade, ócio, imobilidade.

Amarakosha dicionário sânscrito clássico.

Amarasimhah lexicógrafo e filósofo, autor do Amarakosha. Viveu entre os séculos I aC. e IV dC.

amrita imortal, néctar, ambrosia, elixir, sêmen.

anáhata não batido. Nome do chakra cardíaco.

ánanda bem-aventurança, felicidade suprema.

Ánandalaharí poema esotérico do tantrismo.

ananta o infinito, a serpente de mil cabeças que serve de leito a Vishnu no yoganidrá.

anavasthitattwa instabilidade.

anga parte, membro, etapa.

annamáyákosha o corpo físico denso.

antahkarana instrumento interior, psiquismo. É o conjunto das qualidades físicas responsáveis pelas experiências pessoais do homem. Segundo a Sámkhya Káriká, o antahkarana compreende o Eu (ahamkára), a inteligência superior (buddhi) e o pensamento (manas). Em outra acepção, mais discutível, alguns autores utilizam a palavra para referir-se aos órgãos internos.

antar ou antara interno, interior.

antaranga membros internos. Designa os últimos três estágios do Yoga: dháraná, dhyána e samádhi.

antarmurkhi olhar para o interior. Introversão. O processo ascendente de reabsorção dos tattwas na Prakriti, oposto a bahimurkhi, (olhar para o exterior) a emanação da manifestação.

anuloma encadeado, conectado, na ordem natural. Nome de um pránáyáma.

apána alento vital descendente, localizado no baixo ventre e na parte inferior do tronco, responsável pelos processos de excreção.

apara inferior.

aparigraha não possessividade, desapego; um dos cinco yamas do Yoga Clássico.

ápas ou jála o elemento água.

Áranyaka 'Livros da Floresta', coleção de textos filosóficos contemporâneos das Upanishads. Foram compostos entre os anos entre 700 e 500 a.C.

Ardhanaríshvara aspecto andrógena de Shiva, metade homem, metade mulher.

Arjuna herói da Bhagavad Gítá.

asamprájñata supracongitivo, último grau de samádhi. É o mais elevado estado de hiperconsciência, no qual o yogin atinge a condição de jívanmukta, liberado vivo, penetrando na essência do seu próprio Ser e estando totalmente incondicionado.

ásana exercícios psicofísicos do Yoga.

ashtánga oito partes ou membros. Nome do Yoga de Pátañjali.

ashuddhi impuro. Estado no qual a consciência é dominada pela miséria existencial (kleshas).

ashwiní égua. Contração ritmada dos esfíncteres do ânus e da uretra.

asmitá o egotismo. Uma das aflições humanas, obstáculo ao samádhi. Segundo o Yoga Sútra, é a incapacidade de distinguir entre chitta e Purusha, a consciência e o Ser.

asteya não roubo. Um dos cinco yamas, os preceitos éticos do Yoga.

Atharva Veda um dos quatro Vedas. O Atharva Veda é uma compilação análoga ao Rig Veda, porém mais tardia, de caráter mágico e especulativo que poderia ser considerada pré-tântrica.

átman eu, ánima, alma.

avabhdabhúmikatwa impossibilidade de perceber a realidade devido à movimentação constante dos vrittis, os turbilhões da consciência.

avastha os quatro estados de consciência: vigília, sono, sonho e turíya.

avidyá não saber. Ignorância, incultura. O maior dos obstáculos ao samádhi, pois é nele que se originam todos os outros, conforme o Yoga Sútra.

avirati sensualidade.

avyakta não manifestado.

áyáma expansão, extensão, dimensão, comprimento, controle.

ayurveda sistema de medicina baseado no conhecimento vêdico.


B

Bádarayana (c. 200 a.C.), fundador do sistema Vedánta, sistematizador do Veda e autor do Brahmá ou Vedánta Sútra.

baddha ligado, entrelaçado, condicionado.

bahiranga membros externos do Yoga. São os cinco primeiros estágios do Pátañjala Yoga : yama, niyama, ásana, pránáyáma e pratyáhára, chamados assim por oposição aos internos: dháraná, dhyána e samádhi.

báhya externo.

bandha fecho. Contração de órgãos, plexos ou glândulas.

bandha traya contração tríplice. Exercício de contração da garganta, o abdômen e os esfíncteres, simultaneamente.

basti ver vasti.

bhadra virtude, virtuoso.

Bhagavad Gítá o canto do Bem-aventurado, poema épico do século II d.C., inserido no Mahabhárata, escrito em forma de diálogo entre Krishna e Arjuna onde se expõem o Karma, o Jñána e o Bhakti Yoga.

Bhairava o terrível, um dos nomes de Shiva mudrá usado para meditar.

Bhairaví aquela que aterroriza. Outro nomes de Shaktí, a esposa de Shiva.

bhakta devoto, participante.

Bhakti Yoga Yoga devocional.

bhastriká fole. Nome do pránáyáma do sopro rápido.

bháva amor, sentimento. Inclinação, intenção, existência.

bhávana concentração.

bhaya medo.

bheda ou bhedana atravessar, perfurar.

bherunda terrível. Pássaro mitológico de duas cabeças. Nome de um mudrá.

bhid atravessar, perfurar.

bhoga experiência, gozo.

bhrámára, bhrámárí ou bhrámárín abelha; nome de um pránáyáma e de um exercício de pratyáhára, retração dos sentidos.

bhrúmadhya drishti exercício de fixação ocular que consiste em localizar o olhar no ponto entre as sobrancelhas.

bhúcharí um drishti, exercício de fixação ocular.

bhúmi objeto de meditação, assunto, caráter, terra.

bhupura cidadela, o quadrado de linhas de força que circunda alguns yantras, símbolos utilizados para meditação.

bhúta elemento. Os cinco elementos densos: éter (ákásha), ar (váyu), fogo (agni), água (apas) e terra (prithiví). Também são chamados mahabhúta ou pañchatattwa.

bhútendriya os órgãos dos sentidos, através dos quais se obtém o conhecimento da realidade. Também designa os dois aspectos de drishya, o mundo que pode ser conhecido.

bíja semente; nome dos mantras monossilábicos que ativam os centros de força.

bindu ponto. O centro a partir do qual se expande o Universo. O lugar em que se unem todas as formas de manifestação da Prakriti. Na linguagem tântrica designa o sêmen.

Brahmá na mitologia, o criador do Universo.

brahmacharya servidor de Brahmá. Continência, celibato. Um dos cinco yamas do Rája Yoga.

brahmádwára o ponto pelo qual kundaliní entra na sushumná nádí.

brahmágranthi nó de Brahmá, primeiro dos três granthis, situado no múládhára chakra.

Brahman o mesmo que Purusha, o Ser, a Consciência Suprema.

Brahmane ou brahmana membro da casta sacerdotal.

Brahmana tratados rituais escritos pelos sacerdotes vêdicos entre 1000 e 800 a.C. que contêm o mito genésico de Prajápati, o homem primordial.

brahmánádí canal de Brahmá. Outro nome da shushumná nádí, que corre ao longo da coluna vertebral.

brahmárandhra orifício de Brahmá. Ponto sobre o qual o yogin exerce samyama, no centro do cérebro ou no tálamo. Enquanto alguns autores consideram este vocábulo sinônimo de shushumná, para outros ele é a extremidade superior desta nádí.

buddha acordado, desperto.

buddhi inteligência universal, intuição linear, intelecto supra individual.


C

chaitanya consciência.

chakra roda; centros de força do corpo sutil.

chakshu visão, olhos.

chakshu dhauti purificação dos olhos. Ablução.

chandra lua.

chandrabheda nome de um pránáyáma.

chela discípulo.

chin nome de um mudrá utilizado durante as práticas de pránáyáma, muito parecido ao jñána mudrá.

chit perceber, conhecer, pensar, recordar, descobrir.

chitriní terceiro invólucro da sushumná nádí.

chitta o corpo consciente, o psiquismo, a consciência. Segundo a metafísica sámkhya, manas, a mente como sede dos pensamentos e das idéias é apenas um dos componentes que constituem a consciência (chittabhúmi).

chittabhúmi os elementos constituintes da consciência, a própria vida consciente.

chittavritti as instabilidades da consciência,


D

dakshina ou dakshinah direito.

Dakshina Tantra tantrismo branco, ou da mão direita.

dama controle dos sentidos.

darshana ponto de vista. Nome genérico das seis escolas filosóficas aceitas pelo hinduísmo ortodoxo. Os darshanas apresentam diferentes interpretações da realidade, tendo como objetivo comum o acesso à liberdade. Os darshanas formam três pares complementares: Yoga e Sámkhya, Nyáya e Vaisheshika, e Mímánsá e Vedánta.

dáurmanasya desespero.

deva ou devatá ser de luz, divindade ou arquétipo de identificação pessoal.

devadatta presente dos deuses. Um dos pránas, ares vitais, responsável pelo bocejo.

devanágarí escrita dos deuses; o alfabeto sânscrito.

deví deusa, rainha, nome de Durgá ou Saraswatí.

dháraná concentração que antecede o estado de meditação, sexto anga do Yoga de Pátañjali.

dháraní o suporte sobre o qual se pratica samyama.

dharma justiça, lei humana ou social, complementar da noção de karma, lei universal de causa e efeito.

dhauti grupo de técnicas de purificação das mucosas e os órgãos internos.

dhyána meditação através da detenção da turbulência da consciência na contemplação de um objeto.

dhyánásana nome de um grupo de ásanas para meditação.

dhyánasthána suporte para a meditação.

dívya adjetivo de deva, divino. Designa o homem mais altamente qualificado para as práticas do tantrismo.

drashta testemunha, consciência.

drishti grupo de exercícios de fixação ocular.

drishya possui três sentidos diferentes: introspeção, consciência, ou o mundo sensível.

drsh ou drs ver.

dugdha neti kriyá de limpeza das fossas nasais que se faz utilizando leite morno.

duhkha dor, miséria existencial, mediocridade, conformismo, fraqueza. Um dos obstáculos ao samádhi.

duhkha traya tripla miséria existencial, ponto de partida do Sámkhya: o sofrimento próprio, aquele provocado por outrem e a miséria advinda de circunstâncias externas.

Durgá um dos nomes de Shaktí, a esposa de Shiva.

dwa ou dwi o número dois.

dwaita filosofia dualista: o Sámkhya e o Tantra.

dwesha aversão, desagrado. Uma das aflições humanas (kleshas).


E

eka o número um.

ekagra atenção concentrada em um ponto determinado.

ekágratá ou ekagrya grupo de técnicas de fixação da atenção em um ponto só.


G

gandha cheiro.

gándhárí canal da bioenergia que vai desde o centro do corpo sutil, chamado kanda, até o olho esquerdo.

gandharva ser celestial, da coorte de Shiva.

Ganesha na mitologia, o filho de Shiva, guardião das portas, senhor dos obstáculos e chefe do exército de Shiva. Ganesha é a personificação dos mistérios do tantrismo, senhor da sabedoria e da prosperidade.

Gangá o rio Ganges. Na mitologia, a deusa do rio homônimo.

garbha embrião, feto, criança.

gáyatrí mantra de 24 sílabas: Om bhur bhuva swáhá tat sávitur varenyam bhargo devasya dhimahi dhyo yo nah prachodayat.

Gheranda Mestre de Yoga, autor do Gheranda Samhitá, texto onde se descrevem as técnicas do Hatha Yoga.

ghrána olfato.

gítá canção.

Gorakshanatha discípulo de Matsyendranatha e criador do Hatha Yoga (pressupõe-se que tenha vivido e ensinado entre 900 e 1100 d.C.). Foi o autor do primeiro tratado sobre o tema, hoje perdido.

Gorakshasataka texto hindu.

graha órgãos de apreensão: as mãos.

granthí nó.

guna atributo. Os estados da realidade, as três formas de manifestação que assume Prakriti, definindo por interação o Universo manifestado. Os gunas são três: tamas, rajas, e sattwa.

gunatraya o conjunto dos três gunas, as modalidades assumidas pela Prakriti (Natureza): tamas (inércia, inatividade), rajas (ação, movimento) e sattwa (harmonia, equilíbrio).

gupta secreto.

guru mestre.


H

Ham som semente do vishuddha chakra.

hamsa cisne. Designa o princípio vital da respiração. Ver so ham.

hastijihvá uma das principais nádís, vai desde o kanda, centro do corpo sutil, até o olho direito

Hatha Yoga método de Yoga tântrico baseado no esforço físico extremo.

himsá violência.

hrid coração, a região do peito. Saudação com a mão no peito.

hrid dhauti purificação da região do coração.


I

ichchha força de vontade.

idá um dos principais canais energéticos do corpo sutil, de polaridade lunar ou negativa. Ascende ao longo da coluna, desde o múládhára chakra até a narina esquerda.

indriya faculdades dos sentidos: audição, tato, visão, paladar e olfato.

Íshvara senhor. Modelo arquetípico do praticante de Yoga. Nas interpretações tardias do Sámkhya e do Yoga Sútra Íshvara adquire o status de deus supremo. Na metafísica tântrica, Íshvara aparece identificado com o bindu, o ponto a partir do qual se expande o Universo.

Íshvara pranidhána quinto preceito (niyama) do Yoga, a entrega a Íshvara, o modelo exemplar. Íshvara pranidhána é entregar as ações e seus frutos a uma vontade superior à própria.

Íshvarakrishna autor do Sámkhya Káriká (100 ou 200 d.C.), principal e mais antiga obra conhecida da escola Sámkhya, embora este sistema filosófico já existisse muito antes dele.


J

jala o elemento água.

jala vasti lavagem intestinal com água.

jalándhara contração da garganta, aproximando o queixo da parte superior da depressão jugular, na base do pescoço.

japa repetição verbal ou mental de um mantra sem melodia.

játi nascimento, herança.

jaya vitória, interjeição de saudação.

jihva bandha contração da língua no palato mole.

jíva homem, ser vivo.

jívanmukta o liberado vivo, aquele que alcançou a libertação pelo Yoga.

jñána conhecimento. Nome de um mudrá.

jñánendriya as cinco faculdades sensoriais ou órgãos da percepção: olhos (chakshu), ouvidos (shrotra), nariz (ghrána), língua (rasana) e pele (spárshana).

jyoti luz.

jyotirdhyána técnica de meditação na luz.



kaivalya isolamento, libertação através do samádhi.

kali conflito, ferro.

Kálí negra, a devoradora do tempo (kála). Uma das manifestações de Shaktí, esposa de Shiva.

kali yuga era dos conflitos. Momento atual da Humanidade.

kalpa preceito, dissolução ou aniquilação do mundo, um dia na vida de Brahmá, período de 4:320.000 anos.

kanda centro do corpo sutil, ponto de partida das nádís, localizado no abdômen.

kapálabháti crânio brilhante. Nome de um pránáyáma, também catalogado como kriyá.

kapha humor aquoso, fleuma. Um dos três humores corporais da medicina ayurvêdica.

Kapila codificador do Sámkhya e autor do Sámkhya Sútra.

karana os órgãos relacionados ao conhecimento, vontade ou emoção. Também significa causa, conduta, atitude.

karana sháríra corpo etérico.

karma ou karman ação, fazer. O resultado das ações, a lei de causa e efeito. A ação e a reação configuram dois aspectos da mesma realidade. A noção de karma não nada tem a ver com fatalismo ou determinismo (embora o efeito esteja potencialmente contido na sua causa): muito pelo contrário, é uma realidade que pode ser modificada, uma sorte de destino maleável.

karma kriyámana o karma gerado no momento presente.

karma sañchita o karma acumulado, o saldo das ações de um indivíduo.

karma prarabdha o karma que está sendo aniquilado no presente.

Karma Yoga Yoga da ação desinteressada, que visa à realização através da ação, sem considerar o seu resultado.

karmaphala resultado das ações.

karmashaya o conjunto das impressões, ações, desejos e pensamentos passados.

karmendriya os cinco órgãos de ação: voz (vák), mãos (páni), pés (páda), órgãos reprodutores (upashta) e excretores (páyu).

karna ouvido, orelha.

Kaula a mais célebre escola de tantrismo, fundada por Matsyedranatha por volta do ano 900 d.C.

kaya corpo.

kevala kúmbhaka retenção pura, sem inspiração ou exalação. O kêvala kúmbhaka acontece no estágio mais avançado do Yoga, quando a respiração cessa, sem púraka ou rêchaka.

khecharí um mudrá que consiste em obstruir a passagem do ar pela garganta, voltando a língua para cima e para trás.

kírtan ou kírtana vocalização de mantras com melodia.

klesha dor, aspecto doloroso da consciência. As cinco fontes de miséria existencial: a incultura, o egotismo, a exaltação das paixões, a aversão injustificada e o apego à vida.

kosha corpo, invólucro.

krikára um dos ares vitais menores. Regula a tosse e o espirro.

Krishna negro. Um avatara, encarnação de Vishnu.

kriyá atividade. Designa os processos de purificação interna do organismo.

Kriyá Yoga um ramo de Yoga. Segundo o Yoga Sútra, consiste em fazer tapas, swádhyáya e Íshvara pranidhána.

kuhú uma nádí. Inicia no kanda, na região do abdômen, indo até os órgãos sexuais.

kula família. No tantrismo, designa uma linha iniciática.

Kularnava Tantra texto tradicional do tantrismo vámachara, da escola Kaula.

kúmbhaka ou kúmbha cântaro, jarro de água. A retenção da respiração com os pulmões cheios de ar.

kunda o lugar onde reside kundaliní, na base da espinha dorsal, no múládhára chakra.

kundaliní ou kundalí aquela que está enroscada como uma serpente. A forma na que a Shaktí primordial está presente no ser humano: a energia ígnea que permanece em estado latente na base da coluna e se manifesta através da pulsação sexual.

Kundaliní Yoga ramo de Yoga baseado no despertar do poder serpentino.

kúrma tartaruga. Um dos ares vitais, que controla o pestanejar.

kúrmanádí a região do coração.



laghima poder de levitação.

Lam bíja mantra que ativa o múládhára chakra.

láyá dissolução.

Laya Yoga um dos ramos do Yoga, baseado no despertar da energia latente, kundaliní.

lingam ou linga signo, falo. Símbolo de Shiva, o poder gerador masculino. O lingam não se relaciona apenas com a sexualidade, mas também com a força vital que se manifesta nas práticas.

linga sháríra corpo etérico.



madhya centro, meio.

madhyama intermediário, médio, central.

Mahabhárata 'O Grande (Combate) dos Bháratas'. Épico do hinduísmo em 100.000 versos ou shlokas, que conta o combate travado entre os Pándavas e seus primos Kauravas pelo reino de Bhárata.

Mahábháshya 'O Grande Comentário' da gramática de Pánini. Texto atribuído a Pátañjali.

mahabhúta os grandes elementos da Natureza, cuja manifestação é o mundo físico: éter, ar, fogo, água e terra.

mahat o grande, a massa energética indiferenciada, na teoria dos tattwas, primeiro princípio que emana da Prakriti.

mahayuga o conjunto das quatro eras ou yugas: krita, treta, dwápara e kali.

mahima siddhi que consiste em aumentar de tamanho conforme o próprio desejo.

maithuna união sexual tântrica, matrimônio. Coito ritual no qual os parceiros simulam a união cósmica entre Shiva e Shaktí.

málá colar de 108 contas que se usa para contar mantras.

manas pensamento, cognição, o aspecto cognitivo da consciência. Mente, desejo.

mandala diagrama geométrico empregado para a prática de meditação.

manipura cidade da jóia, nome do terceiro chakra, centro de força situado na altura do plexo solar.

manomáyákosha corpo ilusório feito de pensamento. O corpo mental, quarto veículo de manifestação do homem.

mantra instrumento do pensamento. Vocalização de sons e ultra-sons que se faz com a finalidade de disciplinar a atividade consciente. Há mantras que constituem fórmulas de poder, isto é, que detêm a essência de certas energias que o yogin manipula nas práticas.

mantra chaitanya consciência mântrica.

mantrin aquele que faz mantra.

mátra átomo. Unidade de contagem usada para medir o ritmo no pránáyáma.

mátriká mãe. Os fonemas do alfabeto sânscrito.

Matsyendranatha senhor dos peixes, nome do fundador da escola Kaula e mestre de Gorakshanatha. Viveu entre os séculos IX e XII d.C.

mauna jejum verbal.

merudanda a coluna vertebral.

Mímánsá ou Púrva Mímánsá exame, forma, regra. Nome de uma das seis escolas tradicionais da ortodoxia hindu. O Mímánsá não é um sistema filosófico propriamente dito, mas um dogmático sistema de interpretação das escrituras vêdicas, que versa sobre como devem ser feitos os rituais e as cerimônias religiosas.

moksha libertação, descondicionamento do homem.

mud raiz da palavra mudrá, que significa magia, encanto ou satisfação.

mudrá gestos manuais. Em alguns textos, principalmente de Hatha Yoga, pode ser sinônimo de ásana ou bandha. Também designa a Shaktí, parceira tântrica nas práticas de maithuna.

mukta liberado. Aquele que atingiu a libertação através do Yoga.

múla raiz, origem, base, início.

múla bandha contração dos esfíncteres do ânus e da uretra.

Múla Prakriti a Natureza Primordial.

múládhára centro de força situado na base da coluna vertebral, na região sacra.

muni silencioso. Asceta.

múrchchhá desvanecimento. Nome de um pránáyáma.



náda som, sonoridade, vibração sutil. O som que o yogi ouve ao meditar na vibração interior.

Náda Yoga um ramo do Yoga baseado na vibração sutil dos mantras.

nádí rio, torrente. Canais do corpo sutil pelos quais flui a bioenergia.

nádí shodhana purificação das nádís. Um pránáyáma de respiração alternada.

nága váyu ar vital responsável pelo eructo e o soluço.

namah interjeição de saudação.

namastê interjeição de saudação.

Náráyana aquele que dorme nas águas causais, o conservador da vida, Vishnu.

naságra ou nasikagra drishti exercício ocular que consiste em fixar firmemente o olhar na ponta do nariz.

nauli auto-massageamento abdominal com isolamento do músculo reto. Técnica de purificação das mucosas.

neti lavagem das fossas nasais utilizando água morna e salgada ou uma sonda de borracha. Também significa não.

nidrá sono.

nirálambana samádhi samádhi sem apoio. Ver asamprájñata samádhi.

nirañjana sem falsidade. absolutamente puro, aquilo que é inatingível pelos gunas.

nirbíja samádhi samádhi sem semente. Ver asamprájñata samádhi.

nirguna sem atributos. O Purusha.

nirodha controle, supressão, parada.

nirvichárá samádhi samádhi supra reflexivo, um tipo de samprájñata samádhi, estado de hiperconsciência em que o yogin assimila de forma ideal o objeto da contemplação.

nirvi nada.

nirvitarká samádhi o samádhi não argumentativo. Grau de hiperconsciência no qual o objeto de meditação se capta direta e integralmente, sem o auxílio de associações mentais.

nishedha lei, negação, exceção. Nome de um mudrá.

nivritti satisfação, repouso. Estado de emancipação dos vrittis, as instabilidades que dão corpo à vida consciente.

niyama observância. As cinco prescrições de conduta do Yoga Clássico: purificação (shauchan), contentamento (santosha), esforço sobre si próprio (tapas), estudo de si mesmo e das Escrituras (swádhyáya) e consagração ao arquétipo ideal (Íshvara pranidhána).

Nyása ritual tântrico no qual se procede à imposição de certas energias em diferentes partes do corpo.

Nyáya método, forma. Escola filosófica hindu (darshana) que se ocupa da lógica formal e da teoria do conhecimento.



ojas poder psíquico concentrado, energia sexual sublimada.

Om símbolo do hinduísmo e do Yoga, é a vibração primordial do Universo, o mais poderoso dos mantras. É o som semente (bíja mantra) que ativa o ájña chakra.

omkára a sílaba Om, traçada em devanágarí.



padma lótus. Outro nome dos chakras.

padmásana nome de um ásana de meditação.

pañcha makára ritual dos cinco m ou dos cinco makára. As práticas do Kaulachara Tantra: mamsá, madhya, matsya, mudrá e maithuna, que utilizam carne, vinho, peixe, grãos e o ato sexual.

pañchágni cinco fogos, prática de tapas, esforço sobre si próprio que consiste em meditar rodeado de quatro fogueiras; o quinto fogo é o Sol no zênite.

pañchatattwa os cinco elementos: éter, fogo, ar, água e terra. Outro nome do pañchamakára, o ritual de transgressão do tantrismo Vámachara, que inclui a ingestão de bebidas embriagantes e carnes, além da união sexual com orgasmo.

páni mãos ou braços.

para-shabda som primordial.

Paramátman o Eu Supremo.

parámpará linha sucessória, herança. Designa o conhecimento transmitido de mestre a discípulo, geração após geração.

parigraha cobiça.

parináma evolução.

pashu animal, ligado. Homem condicionado. Na linguagem tântrica, o homem profano, escravo e conformista, ignorante da sua própria dimensão.

Pátañjala Yoga Rája Yoga ou Yoga de Pátañjali.

Pátañjali codificador do Yoga Clássico, autor do Yoga Sútra. Calcula-se que tenha vivido entre os séculos II a.C. e IV d.C.

páyu órgãos excretores.

pingalá canal de circulação de energia no corpo sutil, de polaridade positiva ou solar. Sobe ao longo da coluna, desde o múládhára chakra até a narina direita.

pradípiká luz, iluminar.

Prajápati o Senhor das Criaturas. Nos mitos genésicos dos textos chamados Brahmanas, o homem primordial, criado através de ascese (tapas).

Prakriti a Natureza, a energia primordial, causa produtora.

prána bioenergia, energia vital, respiração, alento.

prána váyu ar vital localizado na região do peito.

pránamáyákosha invólucro do corpo sutil feito de bioenergia.

pránana alento, respiração.

pranava veículo do prána. Nome do mantra Om.

pránáyáma expansão e domínio da energia vital através de técnicas respiratórias. Quarto anga do Yoga de Pátañjali.

prashwása expirar.

pratyáhára retração dos sentidos, quinto anga do Yoga de Pátañjali.

prithiví o elemento terra.

púnya virtude, mérito, bondade.

púraka o ato de inspirar.

Purusha homem, na cosmogonia Sámkhya, o Ser, o princípio masculino, imutável e luminoso que a metafísica do Tantra identifica com Shiva.

Púrva Mímánsá ver Mímánsá.



rága apego, paixão, raiva.

Rája Yoga o Yoga Clássico, codificado por Pátañjali.

rajas movimento, mobilidade, ação, paixão. Um dos três gunas, princípios que definem por interação todo o existente.

rajásico que possui a natureza de rajas.

Ram bíja mantra, som semente que ativa o manipura chakra.

Rámáyána Feitos de Ráma, épico transcrito por Válmiki entre os séculos IV e III a.C., quem lhe deu a forma atual, embora a datação da obra seja desconhecida e certamente muito mais antiga. Um dos clássicos do hinduísmo, narra as aventuras de Ráma para resgatar a sua esposa Sítá das mãos do demônio Rávana, seu raptor.

rasa sabor, sentimento, paixão.

rasana paladar, língua.

rati gozo, amor.

rechaka o ato da exalação. Uma das fases do pránáyáma.

Rig Veda o Veda das Estrofes. O documento literário e religioso mais antigo da Humanidade. Primeiro dos quatro Veda, livros sagrados do hinduísmo, é uma compilação de mais de mil hinos, que forma uma espécie de antologia recolhida entre as antigas famílias sacerdotais. Segundo estudiosos como G. Tílak e H. Jacobi, esta obra nasceu antes do ano 4000 a.C., havendo-se submetido às diversas variações da língua ao longo do tempo.

rishi aquele que vê. Sábios ascetas dos tempos Vêdicos que receberam o conhecimento revelado do Shruti, as escrituras do hinduísmo.

rudragranthi nó de Rudra, terceiro granthi, localizado no ájña chakra, no intercílio, que constitui uma espécie de válvula de segurança para o despertamento da energia kundaliní.

rudráksha lágrima de Shiva, uma semente com a qual se fazem os japamálá, colares de 108 contas utilizados para contagem de mantra.

rúpa forma, cor. Um dos tanmátras, as qualidades sensíveis.



sabíja samádhi ênstase com semente. Ver samprájñata samádhi.

sádhaka praticante de Yoga.

sádhana prática cotidiana.

sagarbha pránáyáma exercício respiratório feito com acompanhamento mental de mantra.

saguna com atributos, qualificado, dotado de qualidades.

sahásrara padma coronário, centro de força localizado no alto da cabeça, chamado lótus das mil pétalas por causa das 972 nádís que emanam dele.

sakshi aspecto da consciência individual onde esta permanece como a testemunha silenciosa.

sálambana samádhi estado de megaconsciência com apoio. Outro nome do samprájñata samádhi.

sam ou sama junto, igual.

Sama Veda o Veda das melodias. Recompilação de mantras sagrados do Rig Veda, que se fazem acompanhados de notação musical.

samádhi estado de hiperconsciência, objetivo final do Yoga. Em verdade, mais do que um estado, o samádhi é uma área de conhecimento que abrange diversos graus de hiperconsciência.

samána váyu um dos cinco ares vitais, formas que assume a energia ao circular pelo organismo, localizado na parte média do tronco. Facilita a assimilação do prána e regula a digestão.

samápatti logros, conquistas. Completa absorção da consciência no samádhi, quando o contemplador, o objeto contemplado e o ato da contemplação tornam-se um só.

samhitá coleção, compilação. O conjunto dos quatro Vedas.

Sámkhya discernimento, número, nome de um darshana, sistema filosófico especulativo hindu.

Sámkhya Káriká 'as Estrofes do Discernimento', texto chave da cosmogonia dualista sámkhya, atribuído a Íshvarakrishna.

Sámkhya Sútra ou Sámprachavana tratado sobre Sámkhya, atribuído ao sábio Kapila, fundador desta escola de filosofia.

samprájñata samádhi estado do hiperconsciência diferenciado ou com cognição, que se exerce sobre um objeto exterior. Uma das variedades de samádhi, o estado de megaconsciência. O samprájñata samádhi compreende quatro formas diferentes de ênstase: savitarká, nirvitarká, savichárá e nirvichárá.

samsára é a existência condicionada. Designa a experiência do mundo como algo instável, contingente e instável.

samskára as raízes profundas dos condicionamentos humanos, de caráter kármico e inato. São as tendências subconscientes, de caráter inato e hereditário. O samskára perpetua-se através das gerações por herança histórica, cultural, ou étnica, afetando todos os indivíduos.

samyama técnica tríplice: concentração (dháraná), meditação (dhyána) e hiperconsciência (samádhi), objetivo do Yoga.

sándhabháshya linguagem intencional, estilo de prosa em forma de enigma na qual estão redigidos alguns textos antigos.

sanga ou sangam reunião. Ponto de encontro dos três rios sagrados da Índia: o Gangá, o Yamuná e o Saraswatí; por analogia, é também a confluência das três principais nádís, idá, pingalá e sushumná, na altura da garganta.

santosha contentamento, alegria. Um dos cinco niyamas, observâncias de conduta do Rája Yoga.

sásmita samádhi samyama sobre o buddhi, o mais elevado grau de samprájñata samádhi.

sat ser, verdade, realidade.

satchakra o conjunto dos principais chakras, centros de força do corpo energético.

satchidánanda ser-consciência-beatitude.

sattwa equilíbrio, leveza, bondade. Um dos três gunas, princípios que interagem na manifestação da Natureza.

sáttwico que possui a natureza de sattwa, harmonioso, equilibrado.

satya verdade, veracidade, um dos cinco yamas do Rája Yoga.

savichárá samádhi estado de iluminação reflexiva ou com diferenciação. Uma das modalidades de samádhi, que se caracteriza pelo conhecimento das propriedades manifestadas no objeto de meditação.

savikalpa samádhi ver samprájñata samádhi.

savitarká samádhi ênstase nocional. Uma das modalidades da hiperconsciência, na qual se exerce contemplação sobre um objeto denso.

shabda som interior supersutil, palavra, mantra.

shabda jñána conhecimento do som.

shabda-brahman o som do Absoluto, que se percebe no estado de samádhi.

shaiva relativo a Shiva. Adepto do shivaísmo.

shakta corrente devocional do tantrismo.

Shaktí esposa, energia, poder. Nome da consorte de Shiva. Na cosmogonia tântrica eqüivale à Prakriti, o princípio feminino, dinâmico e gerador.

Shámbhava um dos nomes de Shiva.

shámbhaví fixação ocular no ponto do intercílio.

shámbhaví siddhi clarividência.

shanka prakshálana técnica de desintoxicação e limpeza interna que se faz ingerindo água salgada e expelindo-a pelos intestinos.

Shankaracharya teólogo malabar (788-820 d.C.), apologista e defensor do sistema Vedánta.

shánti paz.

sháríra corpo, invólucro.

Shashti Tantra um tratado de Sámkhya.

Shastra repetição, escrituras sagradas dos hindus. Tratado ou conjunto de textos de uma determinada escola filosófica ou científica.

shat karma as seis ações, o grupo das técnicas de purificação do corpo físico.

shauchan limpeza, purificação, um dos cinco niyamas, prescrições de conduta do Yoga Clássico.

shava cadáver.

shavásana posição de descontração na qual se pratica yoganidrá.

shíta murmúrio, frio, frescor.

shitálí refrescante. Nome de um pránáyáma.

shítkárí frescor, frio, nome de um pránáyáma.

Shiva 'o Benfeitor'. Criador mitológico do Yoga e arquétipo do praticante. Na cosmogonia do tantrismo corresponde ao Purusha do Sámkhya, o Si, o Self.

Shiva Swárodhaya texto que descreve a fisiologia sutil do corpo, escrito em forma de diálogo entre Shiva e sua consorte.

shivalingam ou shivalinga falo de Shiva, símbolo do princípio gerador masculino. Nome de um mudrá.

shodhana purificação. Nome de um pránáyáma.

shrotra audição.

Shruti aquilo que é ouvido, revelação. Tradição oral vêdica, transcrita entre 1400 e 400 a.C. Os textos que fazem parte do Shruti incluem os Vedas, os Brahmanas, os Áranyakas e as treze primeiras Upanishads.

shuddhi purificação.

shúdra quarta casta, que inclui camponeses, artesãos e servos.

shúnya ou shúnyata vazio.

shúnyaka retenção com os pulmões vazios.

shwása inspirar.

siddha perfeito, o detentor dos siddhi, poderes paranormais.

siddhásana uma posição de meditação.

siddhi poderes paranormais advindos do estado de megaconsciência, que o yogin adquire ao progredir no sádhana. São formas diferentes de relacionar-se com as leis da Natureza.

sloka estrofes de quatro ou seis versos nas quais estão redigidos os épicos.

Smriti 'memória'. Toda a produção literária posterior aos textos revelados do Shruti (a partir de 500 a.C. até o século V d.C.: o Vedánga (Membros do Veda: fonética, gramática, métrica, etimologia, astronomia e ritual), os Ágamas, os Puránas, o Manuvadharmashástra (Leis de Manu), as Upanishads tardias, et coetera.

so ham eu sou isso. O ajapa japa, mantra que corresponde ao som da respiração, feito de forma inconsciente quando se respira.

spársha toque. Jñánendriya do tato.

spárshana tato.

steya roubo.

sthirasukham firme e agradável. Definição que Pátañjali deu aos exercícios físicos do Yoga.

sthúla denso, grosseiro.

sthúla sháríra corpo físico denso.

súkshma sháríra corpo sutil.

súrya Sol.

súryabheda ou súryabhedhana passar através do Sol. Nome de um pránáyáma.

sushumná a mais importante nádí do corpo sutil, no interior da espinha vertebral. Vai desde o múládhára chakra até o brahmárandhra, no centro do crânio. Habitualmente, esta nádí não conduz a bioenergia, apenas entra em atividade no momento do despertar da força kundaliní.

sushuptyávastha estado de consciência relativo ao sono sem sonhos.

sútra cordão, fio, aforismo. É uma prosa concisa e enigmática, na que está escrita uma parte dos textos do hinduísmo.

swa si próprio, alma, força vital.

swadharma sua própria lei de ação.

swádhisthána fundamento de si próprio. O segundo dos chakras, centros de força localizados ao longo da coluna vertebral, quatro dedos abaixo do umbigo.

swádhyáya estudo de si próprio e das escrituras. Um dos cinco niyamas, prescrições éticas do Yoga de Pátañjali.

sváhá glória! interjeição utilizada no sacrifício vêdico.

Swami mestre de si mesmo.

swápna mente subconsciente, sonho.

swápnávastha estado de consciência durante o sonho.

swára fôlego, fluxo do alento pelas narinas. O ritmo adequado para a prática de pránáyáma. Também significa som, tom.

swarodhaya início do swára (fluxo da respiração) por uma narina.

swarúpa com sua própria forma.

swástika auspicioso, cruz, encruzilhada de caminhos. Nome de um mudrá.



tamas imobilidade, inércia. Um dos três gunas, os atributos da Natureza.

tamásico que possui a natureza de tamas.

tan estender, espargir.

tanmátra partículas prânicas, núcleos energéticos infinitesimais que determinam e qualificam a realidade. Correspondem aos elétrons. Definem as cinco qualidades do mundo sensível, fundamento das diversas manifestações da energia: som, toque, forma, sabor e odor.

Tantra tecido, urdidura. Pode ser traduzido como espargir o conhecimento. Sistema filosófico matriarcal e sensorial que empresta suas principais premissas do Sámkhya e do Yoga. Em outra acepção, um Tantra é um manual que expõe uma doutrina.

tantrika relativo ao Tantra.

tap arder, brilhar, queimar.

tapas calor, ascese, auto-superação, esforço sobre si próprio. Um dos cinco niyamas do Yoga Clássico.

tará ou táraka estrela. Uma técnica de samyama que se faz concentrando-se sobre a imagem de um corpo celeste.

tattwa princípio, nível de realidade. Na cosmogonia Sámkhya, designa os níveis em que se articula a manifestação de Prakriti, a Natureza.

tejas ou agni o elemento fogo.

tra instrumento.

trátaka exercícios de fixação ocular.

traya tríplice.

trayí tríade, o conjunto dos três Vedas: Rig, Yajur e Sama. A tradição ortodoxa não considera o Atharva um Veda propriamente dito, já que trata sobre especulação e magia pré-tântrica, o que o afasta do conteúdo ritual dos outros três.

triguna o conjunto dos três gunas (níveis de realidade): tamas, rajas e sattwa.

trikuti o ponto entre as sobrancelhas.

triloka os três mundos: o celeste, o terrestre e o subterrâneo ou infernal.

trimurti trindade. Nome de um mudrá.

triveni o ponto de confluência das três principais nádís, na altura da garganta.

turíya ou turíyávastha quarto estado de consciência, situado além dos estados habituais (vigília, sono e sonho).



udána sub-prána localizado na cabeça e no pescoço.

uddiyana caminho ascendente, técnica de contração e massageamento dos órgãos abdominais.

ujjayí um pránáyáma.

ujji vitória, vitorioso.

Upanishad sentar aos pés do Mestre. Coleção de textos do hinduísmo, alguns dos quais falam sobre o Yoga. Datam do período compreendido entre 700 e 500 a.C.

upashta órgãos reprodutores.

úrdhwaretas aquele que sublimou seu sêmen (bindu), transmutando-o em energia sutil.

uttama superior. Respiração alta ou subclavicular.

Uttara Mímánsá outro nome do sistema Vedánta.



Vachaspati Misra comentarista do Yoga Sútra e do Sámkhya Káriká (s. IX dC).

vairágya desapego.

Vaisheshika um darshana ortodoxo, escola de filosofia que elaborou uma teoria atomista segundo a qual o Universo é apenas uma combinação fortuita e mecânica de átomos.

vajriní ou vajra uma nádí, canal de energia que corre pelo interior da sushumná, ao longo da coluna vertebral.

vák palavra. O karmendriya da fala, emissão da voz.

Vam bíja mantra do swádhisthána chakra.

váma ou vámah esquerdo.

Vámacharatantrika tantrismo negro, ou da mão esquerda.

varnamálá o alfabeto.

Váruna nome do deus vêdico dos mares; por extensão, o próprio oceano. Região corporal correspondente ao elemento água, na altura da garganta.

váruni ou váruna uma das principais nádís, situada entre kuhú e yasháswiní.

vásaná odor, desejo, ignorância. Impressões subconscientes, tendências ou disposições que condicionam o homem.

vasti lavagem que inclui dois métodos para a purificação dos intestinos: um feito com água, jala vasti e outro com ar, sthala vasti.

váta ar, vento, respiração.

vátasára um dos quatro tipos de dhauti, que consiste na limpeza dos órgãos internos utilizando ar.

Váyu vento, o elemento ar. No Rig Veda, deus do vento. As cinco formas que a bioenergia assume ao circular pelo organismo. Nome de um mudrá.

Veda 'aquilo que foi visto', a forma de literatura mais antiga da Índia: são textos sânscritos revelados que constituem o embasamento da tradição hindu. Os Vedas são quatro: Rig, Yajur, Sama e Atharva, datando a sua formação do quarto milênio aC.

Vedánta a culminação do Veda. Escola de filosofia que propõe a interpretação dos Vedas e as Upanishads como meio para adquirir conhecimento metafísico sobre a verdadeira natureza da alma.

vichárá deliberação, razão, questionamento, dúvida. Designa dois tipos de samádhi (estado de hiperconsciência). Ver savichárá e nirvichárá samádhi.

Vijñánabhikshu um dos comentadores do Yoga Sútra de Pátañjali, do século XIV dC, autor do Tattwa Vaisháradí.

Vijñánamáyakosha corpo sutil feito de conhecimento. É o intuicional superior.

vikshepa dispersão, confusão. Os nove obstáculos ao samádhi: doença, apatia, dúvida, negligência, indolência, noções erradas, apego ao prazer, volubilidade e fracasso momentâneo.

viloma inverso, contrário; nome de um respiratório.

viparíta invertido.

viparyaya conhecimento errôneo; um dos obstáculos ao samádhi.

víra herói. O iniciado no tantrismo que se caracteriza pela sua coragem ou qualificação viril. Às vezes, é sinônimo de kaula.

Vishnu na mitologia purânica, o deus conservador da criação.

vishnugranthi nó de Vishnu, granthi situado no anáhata chakra, centro de energia do plexo cardíaco.

vishuddha chakra grande purificador, centro de força localizado no plexo laríngeo, na área da garganta.

Vishwasára Tantra texto do hinduísmo onde se expõe a visão tântrica do Universo.

viveka discriminação.

vritti instabilidade, movimento, turbilhão, idéia, modificação, turbulência, vórtice. A atividade consciente.

vyána o ar vital que regula a distribuição dos outros quatro no organismo.

Vyása ver Bádarayana.



yajña sacrifício, prática de Yoga.

Yajur Veda o Veda das fórmulas. Um dos quatro Veda: é uma compilação de regras litúrgicas com um comentário em prosa.

Yam bíja mantra do anáhata chakra, o chakra cardíaco.

yama literalmente, controle, refreamento. As cinco prescrições de conduta, primeiro anga do Rája Yoga.

yantra instrumento que serve para reter. Símbolo ou diagrama utilizado na prática de meditação.

yasháswiní uma das principais nádís, que vai desde o centro do corpo sutil, chamado kanda, até o ouvido esquerdo.

Yoga união. 'A unidade da respiração, a consciência e os sentidos, seguida pela aniquilação de todos os conceitos: isso é o Yoga.' Maitrí Upanishad, VI:25.

Yogabháshya o mais célebre comentário do Yoga Sútra, atribuído a Vyása.

yogadanda bastão de meditação, utilizado nas práticas para interromper o fluxo de prána por idá e pingalá e forçá-lo em direção ao múládhára chakra.

yoganidrá sono do yogin. Estado de consciência que se situa entre o sono profundo e a meditação.

Yogapáda a senda do Yoga.

yogin ou yogi praticante de Yoga.

yoginí praticante de Yoga de sexo feminino.

yoni vulva, órgão gerador feminino. Nascimento, origem, lar, raça.

yonilinga a união do princípio feminino com o masculino.

yuga idade, era cósmica. Ciclo completo de nascimento, vida e destruição do Universo. As eras são quatro: krita (de ouro), treta (de prata), dwápara (de bronze) e kali (de ferro). No final destes quatro ciclos acontece o mahapralaya, a destruição final do Universo.

yuj ou yug unir, atrelar, juntar. Raiz da palavra Yoga.

yukta unido. Aquele que atingiu a libertação pelo samádhi.

sábado, 5 de outubro de 2013

Moksha! Corta as amarras!

Moksha refere-se, em termos gerais, à libertação do ciclo do renascimento e da morte e à iluminação espiritual.

Na mais alta filosofia Hindu, é visto como a transcendência do fenômeno de existir, de qualquer senso de consciência do tempo, espaço e causa (karma). Significa a dissolução do senso do ser individual, ou ego, e a avaria total do nama-roopa (nome-forma).

No Hinduísmo, é visto como uma analogia ao nirvana, embora o Budismo tenda a diferir uniformemente da leitura da libertação do Vedantismo Advaita. O Jainismo também tem como meta o Moksha.

Os principais sistemas filosóficos do hinduísmo consideram que uma entidade viva, especialmente aquela que estiver utilizando um corpo humano, deve ter por objetivo alcançar três metas na vida: kama ou desfrute material dos sentidos; artha ou desenvolvimento econômico e dharma ou religiosidade mundana; ou tri-varga: धर्म = dharma, अर्थ = artha, कर्म = kama.

Kama é o desejo mais ardente, pois como desfrute material entende-se as atividades sexuais, tão bem codificadas no clássico Kama-sutra, além do desfrute do paladar (toda cultura tem seus requintes gastronômicos), do sentido da visão (paisagens), da audição (música, narrativas agradáveis) e do tato (o sentido empregado no sexo é principalmente a sensibilidade táctil).

Para satisfazer o desejo de Kama a entidade viva deve se empenhar em artha, ou atividades realizadas para o desenvolvimento econômico tais como o trabalho em suas diferentes formas. Sem recursos materiais auferidos por artha a entidade viva dificilmente consegue satisfazer seus desejos do kama.

E dharma são as atividades de religiosidade mundana, tais como a moral e os bons costumes, essenciais para se alcançar artha e kama. Uma pessoa sem disciplina, que usa drogas, que não se veste bem, etc. terá dificuldade para se empenhar no trabalho.

É assim que se forma o caminho de tri-varga, ou metas ordinárias da existência mundana: dharma gera artha que compra kama.

Moksha é considerada como a meta que está além do tri-varga, para aqueles que já estão liberados destas atividades mundanas que prendem as demais entidades vivas, e o paramapurusha-artha, ou o objetivo primordial que uma entidade desfrutando existência mundana deve se empenhar em alcançar.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Curso de desenho para aprender com os melhores - Projecto Desenhistas Autodidatas

Não frequentei ainda nenhum curso de desenho, e por dificuldades de horário julgo que será impossível frequentar algum em breve, mas há já vários anos que desenho.

Vou lendo livros e tutoriais online, vou aprendendo através de vídeos e procuro informação por todo o lado!

Mas agora tinha chegado a um momento em que já não consigo estruturar a minha própria aprendizagem, não sei o que devo estudar primeiro, e a seguir. Não se quais os exercícios mais adequados para mim, e a regra para quando nos perdemos, é voltar às bases e seguir em frente a partir daí.

Já há algum tempo que encontrei o projecto Desenhistas Autodidatas, e agora estava na altura certa para iniciar um curso onde eu pudesse aprender a desenhar como deve ser, com toda a estrutura e métodos necessários, sem sair de casa, com a possibilidade de estudar ao meu ritmo, nas horas vagas, sem me "perder" entre aulas e lições e vídeos; e aprendendo com os melhores!

O Desenhistas Autodidatas é um projecto em Português, onde temos as lições da Famous Artists School traduzidas para português, alguns livros de referência, também traduzidos e muitos outros materiais de grande valor.

Aderir não é caro e os benefícios são mais que muitos, aqui fica o link.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

5 minutos a escangalhar! A rubrica anti-procrastinação por excelência - como ser o maior da tua aldeia!!!

Podes ser o melhor no que fazes.

Sempre que disse isto a alguém, o contra-argumento foi "não sou capaz" ou "com tanta gente boa como é que eu vou conseguir ser o melhor??!".

Bem, ninguém falou em ser o melhor do mundo...apenas ser o melhor.

Ser o melhor não passa por te comparares a toda a gente no mundo, ou no teu país, nem passa por te sentires inferior ou superior, até porque tudo isso é discutível, e muito menos se trata de uma luta constante para ser melhor do que quem quer que seja.

A ideia é olhar para dentro de ti, e perguntares a ti próprio, fui o melhor que poderia ter sido? Sim? Então foste o melhor.

Poderias ter feito mais?
Há sempre mais a fazer, e mais que pode ser feito.
Todos trazemnos limitações, não importa o quão determinados somos e o quão motivados estamos, há sempre algo mais que poderia ter sido feito, e por vezes as tuas limitações não te permitirão fazê-lo.

Mas o que é importante realmente não ser melhor do que alguém, é dar o meu melhor! E isso está perfeitamente ao alcance de cada um de nós...

Não te contentes com a média, com a sorte ou com a oportunidade que um dia valeu e fez com que não tivesses que dar sequer o teu melhor. Luta pela excelência, encontra o perfeccionista que há em ti e dá o melhor em tudo o que fazes, sê o teu melhor!

Ilustração por Roberto Bizama
Busca a perfeição.

A excelência é um hábito. Ser excelente não é um acontecimento ocasional, é uma construção que deriva de hábitos de trabalho regulares: estabelecer um horário, cumprir o horário, pôr o trabalho em prática. Quer se trate de aprender algo novo, escrever um livro, implementar um procedimento, tudo começa com criar o hábito, e é aqui que normalmente tudo vai pelos ares...

O despertador toca e tu não te mexes, o tempo passa e tu deixas para amanhã, sonhas e não concretizas. Procrastinas!


Tu és o que fazes. Se fazes muito és muito bom, se fazes pouco, és pouco bom... Por isso cria o hábito de fazer repetitivamente aquilo em que queres ser o melhor, até que se torne automático.

(1) Começa por decidir dar o teu melhor e mantém essa intenção
(2) Coloca o teu foco, tempo, energia e dedicação na persecução desse objectivo
(3) Mantém consistentemente esta atitude o tempo necessário para se tornar um hábito
(4) Descobre que ser o teu melhor já faz parte de ti!


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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Aulas de Yoga para crianças e adultos na Escola de Artes Vera Santos Silva - Campo Grande, Lisboa

A Escola de Artes Vera Santos Silva aposta no ensino de excelência em que a formação integral do individuo constitui o centro da sua intervenção através de um conceito inovador e de uma metodologia de ensino rigorosa, com o objectivo central de promover o desenvolvimento do indivíduo ao longo da vida.

Disponibiliza uma vasta gama de actividades educativas e lúdico-didácticas que cobrem diversas áreas do conhecimento e do desenvolvimento psicomotor, afectivo, social e cognitivo, procurando desta forma contribuir para o desenvolvimento integral  do indivíduo, com critérios de qualidade, rigor e exigência.

Aulas de Yoga para adultos:

3ª e 5ª 08h00-09h00h ou 12h00-13h00


Aulas de Yoga para crianças:

3ª e 5ª 15h-16h (em idade pré-escolar)
4ª e 6ª 17h-18h (em idade escolar até aos 11 anos)

Preços  2 x por semana: 40€ + IVA Cada aluno deverá adquirir previamente um tapete próprio para a prática de yoga ou requisitá-lo no espaço mediante pagamento extra.

Nota: As turmas abrem com o mínimo de 5 alunos.

Inscrições: As inscrições devem ser feitas por e-mail para inscricoes.vss@gmail.com, indicando o nome do aluno, idade e turma pretendida.

Podem ser também feitas presencialmente, ás 5ª Feiras, entre as 18.30H e as 20.30H. (a reserva é feita mediante pagamento)

Atendimento telefónico
217937251 / 965546043
De 2ª a 6ª das 10H ás 13H e das 15H ás 18H


Contacto da Instrutora:

Cristina Figueira

mail: yoga@cristinafigueira.com
www.cristinafigueira.net/



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