sexta-feira, 5 de abril de 2013

Os três mandamentos do freelancer

E na minha opinião aplicam-se os mesmos mandamentos a todo o profissional, liberal ou não ;)


A minha experiência de um ano como freelancer fez-me compreender que muitas vezes a falat de sucesso não se deve ao azar e sim ao sistema ou falta dele com que alguns freelancers trabalham. Quando trabalhas para ti próprio tendes a desvalorizar certos aspectos que para ti podem ser secundários, mas para os clientes não são.

Deixo os mandamentos que para mim têm a maior importância para ser um bom freelancer:

1) Ser BOM

Não é ser modelo de capa de revista (a não ser que seja essa a profissão liberal específica), é ser bom naquilo que fazes. E o que é ser bom? É saber tudo? É ser especialista? É ter vinte anos de experiência?

Não. Os experts defendem que  são necessárias cerca de 10 000 horas de experiência para se ser considerado um entendido em determinada matéria. Estas horas traduzem-se em horas de trabalho, tempo de estudo e experiências que fazes para ti. Traduzido em anos são cerca de cinco anos e meio a trabalhar 8h/dia.

Eu sei que nós jovens muitas vezes não trazemos esta bagagem, mas se contares o tempo que passaste a estudar, a aprender e testar, a fazer pesquisa sobre o assunto, já te podes considerar melhor que muitos, e dada a facilidade de acesso à informação nos dias de hoje, todos temos muita sabedoria concentrada!

Além disso o mais importante é seres um curioso-experimentador-inventor-tester do teu produto. Esforça-te, faz o trabalho o melhor que podes, vive o teu produto, e o brilho nos teus olhos vai dissipar todas as dúvidas.


2) Ser simpático

Se fores um tibúrcio abrutalhado só te safas num buraco onde não exista nada mais. Mesmo que o teu trabalho seja bom e bem feito, o cliente não vai gostar da tua cara, e quando aparecer alguém mais fácil de lidar que tu, já foste!

Este processo de selecção pela simpatia sempre existiu, e hoje em dia faz parte dos nossos costumes mostrar alguma simpatia quando tentamos vender um produto. Agora nada de confundir simpatia com bajulação. Hoje em dia já ninguém gosta do típico comercial que fala muito, anda de fato e é chato pa caraças. Quantos especialistas conheces que vestem fato?

Se fores simpático as pessoas esperam-te como um amigo que está de visita. Sabem o teu nome e querem ver-te, porque há empatia. Mesmo que deixes de trabalhar para esse cliente, vais manter com ele uma saudável relação de colaboração que te abrirá portas ao longo da tua vida, estarás a criar uma conexão, tanto a nível profissional como possivelmente pessoal.

3) Entregar o trabalho no prazo definido

Esta é vital. É mesmo.
Se é para hoje não é para amanhã. Planeia o teu tempo e não adies o trabalho até à última.
Divide a entrega por etapas e dá essa previsão ao cliente, por exemplo:

1. Esboço inicial
2. Trabalho final sem detalhe ou antes de edição/tratamento
3. Trabalho totalmente finalizado

As etapas dependem da tua área específica, mas deves definir três ou quatro, para mostrar trabalho feito ao cliente e para teres um plano que vais cumprir, senão dás por ti a começar quando já deverias ter terminado.

E se fôr um projecto voluntário?

Comprometeste-te a fazer não foi? Então faz como se fosses ganhar a vida com esse trabalho. Se te comprometes não interessa qual é a moeda de troca, é a tua integridade e profissionalismo que estão em causa, preserva-os.

Não faltes! Quando marcas reuniões, confirma e não faltes. Se tiveres um imprevisto liga a re-agendar. Mantém o contacto. Espera o mesmo do teu cliente. Se o cliente falta ou chega atrasado, fica descansado, não foste tu que falhaste.

Tens tendência a procrastinar? Mantém-te nos eixos com os conselhos 5 minutos a escangalhar!

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