quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

5 minutos a escangalhar! Rubrica anti procrastinação da semana - Arte: Um modo de vida


Se não fizer hoje faço amanhã. E assim todos os dias se vão encavalitando de modo a criar um emaranhado de soluções e possibilidades que nunca foram aproveitadas, porque o amanhã nunca será igual a hoje, nem que seja porque a idade te pesa mais um dia deves parar de procrastinar HOJE.


Os artistas, criativos, freelancers procrastinam, não porque não considerem importante aquilo que fazem, mas porque falta-lhes integrar a sua actividade como modo de vida.


A minha avó fazia queijos de cabra, todos os dias. Quando comecei a estudar gestão percebi que o retorno que conseguia com a venda dos queijos mal dava para manter as cabras; mas sempre o fizera, era o seu modo de vida.


Não havia folgas nem fins-de-semana para ela. Todos os dias, mais ou menos por duas horas, sentava-se em frente a uma panela de leite e fazia artesanalmente cada queijo com as suas mãos.


Viver no campo ensinou-me a fazer o trabalho de cada dia e deixar de adiar, de procrastinar e de me iludir pensando que amanhã também é dia. Não há-de haver dia como o de hoje. No campo tudo tem o seu tempo para ser feito e não se consegue adiar o trabalho nem tirar folga.


O trabalho diligente da minha avó, duas horas por dia fez com que muita gente até aos dias de hoje apreciasse aqueles queijos de cabra e os recomendasse a mais pessoas.

Duas horas por dia chegam para produzir um trabalho que te pode tornar visível e conhecido, que pode ser visto e apreciado, fazer a diferença.


Não precisas de fazer apenas isso da tua vida, nem deixar o teu emprego, nem a família nem muitas outras coisas.

Podes apenas fazer da Arte o teu modo de vida.


Duas horas por dia são 14 horas por semana, cerca 56 horas por mês. Com 56 hora podes desenvolver parte de um projecto artístico e vê-lo terminado em 2 ou 3 meses, basta apenas trabalhar, todos os dias.

Duas horas por dia todos os dias podem decidir o que será a tua vida daqui a um ou dois anos. 


Vais continuar a adiar?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Revisão trimestral de objectivos e o sistema Magic Hundred de Dax Moy

Falei há uns dias da revisão anual, e deixei para outro dia falar da revisão trimestral. No meu caso não são exactamente 3 meses e sim cem dias, porque percebi que para mim é o número certo. Rever o que realizaste e definir objectivos não é ser um maníaco controlador, é fazer o design de estilo de vida, e se és criativo não significa que seja bom perder-te no emaranhado de ideias com que vives diariamente, com linhas-guia é possível fazer e realizar mais, e encontrar mais motivação na tua forma de vida.

Sou, há muitos anos, utilizadora do sistema e fã do livro The Magic Hundred, do Dax Moy que mostra o sistema que ele utiliza para definir 100 objectivos e realizá-los em 100 dias. Quando se ouve isto, pensa-se em algo extraordinariamente impossível de executar, mas não da forma que ele propõe, pois nem todos os objectivos têm que ser gigantes, nem todos têm de fazer-te tremer os joelhos, apenas alguns!

100 dias é um excelente intervalo de tempo porque não é suficiente para mudar muito de ideias e de interesses, nem deixa tempo para procrastinar. Se decides por exemplo escrever um livro, e tens um ano pela frente, dás por ti a desperdiçar o tempo. Se tens 100 dias então o melhor é começar já. Isto tem tudo a ver com educar o nosso cérebro para iniciar o projecto e para agir, e quanto mais curto é o tempo maior é a força motriz que te leva a iniciar, e consequentemente, realizar um objectivo.

Eu uso os últimos dez dias de cada cem para calmamente começar a definir os próximos objectivos, para assim manter o ciclo.

Então como chegar a uma lista tão grande de objectivos? Bem tudo conta, desde pequenas alterações que queres fazer na tua alimentação, exercício físico, saúde, hábitos de leitura, arrumar aquela divisão da tua casa de uma vez por todas, subir o Kilimanjaro, escrever um romance e pintar como picasso, tudo pode ser um objectivo, tens apenas de sistematizar a tua lista.

Eu começo por listar os vários domínios da minha vida, e escrever uma lista dos objectivos que tenho para cada um:

1) saúde - todos os hábitos que quero ganhar e perder, alimentação, exercício físico, saúde mental, foco, memória, raciocínio e concentração, tudo o que desejo melhorar nos próximos 100 dias. Eu cultivo a minha própria horta urbana na minha varanda e incluo no domínio saúde, mas também como educação, em vertentes diferentes.

2) família - tempo de qualidade que passo com as pessoas com quem me relacciono, qualidade das minhas relacções e amizades, satisfação que encontro nas mesmas, comunicação com os outros, assertividade, há sempre algo que se pode melhorar.

3) carreira - carreira não é ordenado ao fim do mês, carreira nem sequer significa emprego. Carreira é a minha realização profissional, é gostar do que faço, ver reconhecido o meu trabalho e fazê-lo com um sorriso a maior parte do tempo. Nesta área, eu gosto de estabelecer objectivos para a minha profissão mas como tenho uma carreira mais rica e variada, incuindo artista e professora de Yoga, penso em todo o meu trabalho globalmente para definir os meus objectivos.

4) finanças - aqui eu olho para todos os meus restantes objectivos e faço alguns orçamentos para os concretizar, se por exemplo tens um objectivo de viajar, convém incluir isso nos teus objectivos financeiros, então este tema serve essencialmente para fazer as contas, ver quanto precisas/queres, e tudo o que podes fazer para lá chegar. Mas acredita que podes lá chegar!

5) aventura - Sim, porque aventura é importante. Aventura é o que te faz saltar da cama assim que o despertador toca, e é importante manter aceso esse entusiasmo. Aventura pode significar muitas coisas diferentes para cada pessoa. Falar em público, dizer que sim a um projecto de voluntariado noutro país ou noutra realidade diferente, fazer alpinismo, BTT, ou outra actividade de risco qualquer, enfim, aventura é o que coloca excitação, entusiasmo e um medo nervosinho no teu peito, e só tu podes definir o que é para ti.

6) educação - Aprender é uma actividade constante na vida, e é o keep rolling necessário para manter a mente e o corpo jovens, cheios de agilidade e capacidades. Aprender uma nova actividade física, uma nova língua, um novo talento. Com esta actividade podes também complementar os teus talentos, por exemplo, se és ilustrador podes querer adquirir mais conhecimentos de tratamento digital de imagens, ou se és freelancer podes querer aprender mais sobre gestão, fiscalidade, etc, tudo é possível.

7) Karma Yoga - Este domínio é muito particular na minha vida, e engloba tudo o que eu posso fazer para criar ou ajudar algo de bom a acontecer. Voluntariado, ajudar alguém, integrar-me num projecto que vai trazer algo de bom, deixar todos os dias uma marca positiva na vida de alguém.

Depois de escrever todos os meus objectivos para cada uma destas áreas, compilo, e normalmente são mais do que 100. Então vou retirando alguns, ou porque são menos importantes, ou porque podem ser incorporados noutro objectivo qualquer. E às vezes faço uma mini-lista chamada 100 dias seguintes onde anoto algumas coisas que não posso ou não quero fazer já, mas quero ter em mente no futuro.

Faço uma lista em papel, com os meus 100 objectivos, dobro esse papel, faço alguma cópias para afixar em frente ao pc, pôr dentro da minha agenda e a original fica cmigo, no bolso e na mala. Olho para ela todos os dias, escolho algo que posso fazer cada dia para me aproximar de um objectivo, e normalmente esta lista vai ficando cada vez mais pequena.

Nunca consegui realizar os meus 100 objectivos em 100 dias, mas realizo a maioria, e isso já é satisfação suficiente para continuar :)

Quando tens todos os teus objectivos frescos na tua mente, tornas-te mais atento, e durante o dia vês mais possibilidades de conseguir o que procuras. É aqui que está a magia disto, e a forma como se manifesta é bastante espectacular!

Para finalizar deixo um vídeo do próprio Dax Moy sobre atingir objectivos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

As musiquinhas que eu ouvia quando ainda não tinha idade para me lembrar, mas pelos vistos nunca mais me esqueci!

Desde que nasci que me lembro de música e de dançar. À tarde ligava-se uma telefonia velha que ficava a tocar até ao jantar.

Apanhei muita música portuguesa e gostei. Hoje em dia lembro-me muitas vezes de músicas que tinham letras engraçadas, mas quando falo sobre isso, embora sejam recentes, dos anos 80 e 90 muito pouca gente se lembra.

Como eu sou pessoa de recordar, e já deixei o meu top de spots publicitários alentejanos anteriormente, hoje trata-se do meu top de música portuguesa da minha infância. Para quem gosta de recordar, e para quem não esteve lá poder ficar agora a saber como foi.


Sérgio Godinho - Coro das velhas

Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas ainda é uma frase que eu digo actualmente...






Luís Portugal - Dinis o Rei dos Botões

Esta música ainda hoje pode ilustrar a actualidade consumista e as preocupações com o visual.






GNR - Portugal na CEE

Portugal na CEE naquela altura parecia bom não era?






Rui Veloso - Máquina Zero

No entanto, Portugal na CEE levou-nos todos à máquina zero!






Salada de Frutas - Olhó Robot

Trabalha muito e gasta pouco, hum...deve ser mentira!






IRIS - Oh mãe

O sotaque algarvio agora que já não vivo no Alentejo ainda se torna mais engraçado!




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

5 minutos a escangalhar! Rubrica semanal anti-procrastinação - Como ter as merdas todas feitas e ter finalmente tempo livre em 7 passos

Tempo hoje em dia é um assunto tabu, muita gente não tem suficiente, muita gente tem demasiado. Infelizmente não é recurso que se possa doar ou ceder facilmente, e quem o tem quere-o todo só para si.

Eu não sou excepção, já faço o triplo do que fazia há 3 anos com o meu tempo, no entanto, se arranjasse mais, fazia mais coisas, porque há sempre mais para fazer.

Então cá estão os 7 passos que podem optimizar o teu tempo, para poderes fazer mais e no fim ter mais tempo para ti.

1) Vai direitinho ao trabalho!
Ganda seca! E um videozinho do coiso? E uma ida ao site branco e azul?
Deixa-te de tretas e vai MESMO direitinho ao trabalho. Nada de ver o mail, redes sociais, chamadas não atendidas, NADA!
Primeiro há Trabalho para fazer.
Depois, vais ter tempo verdadeiramente livre, para tudo o que te apetecer, com o processador vazio, e no teu tempo livre usa-o como tal, sem pensar em trabalho, sem te preocupares com o que já passou ou com o que há-de vir, é o teu tempo, não é o passado nem o futuro.

2) Começar é um bom princípio. E por onde começo? Pelo princípio!
Quanto mais importante é uma tarefa, quanto mais difícil é, mais custa começar. Começar é um hábito que custa a pegar, e é frequente vêr as pessoas deixar o mais importante para depois.
Habitua-te a começar, nem que seja 5 minutos antes de teres que sair, porque depois de estar começado, a qualquer hora terminas.

Fixa-te apenas na intenção de começar, em vez de na de terminar. Quando a acção já encontrou o movimento tudo acontece sem dificuldade.


3)Sistemas, sistemas, sistemas $-|
Trabalhei num escritório onde o tempo que se gastava a ver onde se gastava o tempo ultrapassava todo o tempo gasto a trabalhar. Sempre que alguém cria um sistema, se puderes, desconfia! Neste âmbito sou apologista do minimalismo, mas depois de já ter queimado comida no forno enquanto escrevia posts aqui, optei por adoptar um alarme online para essas ocasiões.

Para gestão pessoal as ferramentas mais necessárias são um relógio, um despertador, uma agenda e uma To Do List. Procura o que necessitas para te complementar e não percas tempo com invenções, os sistemas servem para poupar tempo. Hoje em dia já encontras todas estas ferramentas online e com interface móvel.

4) Compromete-te, mesmo!
Marca datas, diz a toda a gente. Nomeia pessoas para te pedir trabalho feito ou em progresso em determinadas datas, ou nomeia-te a ti, mas seriamente!

Quando iniciei esta rubrica 5 minutos a escangalhar! poderia ter decidido fazê-la quando me apetecesse. Mas decidi comprometer-me anunciando que cá estaria todas as semanas à Quarta. Isto faz com que eu me discipline, porque as pessoas vêm ver, e isso faz-me sentir comprometida.

Quando queres ter trabalho feito é mesmo importante estar comprometido.


5) Define e planeia claramente o que tem de ser feito.
Definição é tudo! É saber o que tens de fazer, para quê, porquê, para quando?

Se a tua tarefa for indefinida, como por exemplo carregar num botão, tipo série Lost, o que acontece? Deixas de fazer até acontecer qualquer coisa. Implosão. Acontece com toda a gente.

Planeia, define, esquematiza, esclarece tudo o que precisas para teres as tarefas bem definidas e pede o mesmo a que trabalha contigo. Depois começa.


6) Isola-te!
O homem é um animal social e bla bla...Bem, quando é preciso trabalhar até isso serve como desculpa!
Cria um espaço de trabalho, pede para não ser incomodado, desliga-te das pessoas virtuais, e experimenta mudar de ambiente de vez em quando, ir para um jardim ou café trabalhar, por exemplo.

Se és um freak das limpezas e das arrumações arranja um local de trabalho fora de casa, para bem da tua saúde mental e do teu trabalho. Se és o contrário, acaba com a tralha.

7) Importa-te!
Se na verdade não te importas nem queres saber vai ser complicado trabalhar. Toda a gente tem as suas razões e motivos para fazer o que faz, pensa nos teus e arranja maneira de os teres sempre à frente dos olhos, para relembrar. Pensa na vida que queres criar para ti, e na importância do que fazes para que isso aconteça, no impacto que fazer um bom trabalho pode ter na tua vida, não apenas profissional mas a todos os níveis.

Às vezes a vida é como navegar em alto mar, vês tanta água que a certa altura te esqueces qual o teu destino. Mantém o mapa bem à vista.


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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Retiro individual e revisão anual - 4 listas que podem fazer a diferença para o ano seguinte

Fazer um retiro isolado, num local onde não tens tudo aquilo a que estás habituado, onde não há distracções e podes ouvir mais os teus próprios pensamentos pode dar um novo sentido à vida. Correr por correr, sem se saber onde se vai chegar não leva ninguém a lado nenhum.

Passei a semana passada em retiro, no Alentejo, para traçar o meu plano, e voltei com novas perspectivas e muito entusiasmo para este ano.

Este retiro deve ser feito de forma a ganhares um novo fôlego e uma nova inspiração para a tua vida e trabalho, enriquecer o teu eu e aumentar a tua criatividade.

Hoje em dia vai sendo cada vez mais com o conceito de design de estilo de vida, que pressupõe que tu próprio cries, definas e desenhes aquilo que queres que seja a tua vida. Não quer dizer ser o mesmo que ser um maníaco controlador nem um obcecado pela produtividade, e sim apenas traçar o teu próprio caminho em vez de deixar algo tão importante e pessoal nas mãos dos outros. Ter um plano.

Não apenas ter objectivos e procedimentos para trabalhar, mas sim ter toda a tua vida desenhada e definida para ti. Saber as tuas razões, os teus porquês e motivações, viver cada dia consciente.

Levantar este véu pode ser difícil. E encarar de frente aquilo que realmente queres e procuras da vida pode dar-te uma nova visão de ti próprio e fazer-te entrar num período de transformação.


Mas ganhar consciência da vida e do teu porquê só pode fazer-te mudar para melhor, e olhar para cada passo que dás no dia-a-dia como mais um bloco de pedra que irá erguer a tua pirâmide.

Fazer uma revisão anual não implica fazê-lo no fim do ano, podes definir a mesma altura do ano para o fazer regularmente. O fim do ano, tendo em conta os estados alcoolizados em que se vê muita gente, nem parece boa altura para definir o que quer que seja na vida, mas se costumas estar sóbrio então é boa altura.

Eu retirei-me esta semana para a minha revisão anual, mas faço uma outra de 3 em 3 meses, para não descarrilar.

Este meu retiro não costuma ser para definir objectivos, mas sim para ir para um sítio afastado, isolado, alterar os meus hábitos de vida, encontrar menos conforto e aceitar isso naturalmente, passar tempo na natureza e conviver com animais, ouvir a minha própria voz. Esta semana que passou tive oportunidade de conviver com imensos animais e trazer novos insights para o meu trabalho artístico.

É verdade, não escrevi a rubrica 5 minutos a escangalhar! mas as rubrica estará de volta para a semana como habitualmente. Retiro implica passar também uns dias sem internet...

Reparei que o Chris Guillebeau faz uma revisão anual bastante elaborada e uma folha de excel, eu faço as coisas por menos, mas está lá para quem quiser ver o método.

Para a minha revisão anual eu agarro em 4 folhas de papel:


1) Numa escrevo os pontos altos do ano passado.

2) Noutra o que foi menos bom ou que eu gostaria de mudar.

3)Depois numa terceira escrevo o que quero realizar no ano seguinte.

4) E na quarta o que vou fazer para melhorar o que não foi tão bom no passado.


Guardo estas listas na minha agenda e durante o resto do tempo inspiro-me, distraio-me, divirto-me e tiro fotos.

Alimento a minha criatividade, e ganho um novo fôlego para mais um ano que aí vem. Convivo com o meu eu e ouço os meus pensamentos, às vezes é mais difícil do que parece.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

DIY: Como fazer Caderno de Viagem em cinco minutos, para levar de fim-de-semana

A folha de papel A3 reciclado que utilisei para fazer o meu
mini caderno de viagem
Ir de fim de semana ou de férias sem um caderno para desenhar é impensável para mim, tal como ir a outro lado qualquer.

Mas às vezes a bagagem exige alternativas mais light. Eu viajo de transportes públicos e o peso da mochila tem de ser muito bem regulado, porque sou eu que vou andar com ela às costas!

Outras vezes, apetece-me usar um papel de que gosto, e embora eu goste de encadernar os meus próprios cadernos para desenhar, por vezes não tenho tempo de fazer a encadernação antes de ir de fim-de-semana.

Aprendi este método de fazer um mini-caderno nas minhas aulas de Educação Visual, há muitos anos atrás, e continuo a achar muito útil e rápido, além de que não exige nenhum material além de papel e tesoura, nem nenhuma técnica de encadernação.



Material: Uma folha de papel A3 ou A4, uma tesoura ou X-acto


1) Dobrar a folha de papel ao comprido


2) Dobrar mais uma vez, ao meio.



3) Dobrar uma das pontas até ao meio.


4) Fazer o mesmo com a outra ponta


5) O papel fica dobrado desta forma. E vamos cortar só a zona marcada a rosa.


6) Depois de fazer o corte, dobramos para fora


7) Dobramos em forma de caderno, como assentar melhor.


 Et Voilá! 
Podes contar com 16 páginas, porque depois de usares as 8 páginas, podes dobrar ao contrário e começar com 8 páginas em branco.





Este vai comigo para o fim-de-semana de Carnaval no Alentejo :)


E como ser o primeiro em qualquer coisa hoje em dia é uma raridade, deixo-vos o vídeo de alguém que já fez este caderno:



E uma versão Scrapbook:

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

5 Minutos a Escangalhar! - A rubrica anti procrastinação por excelência! Se não tiveres um plano para ti, alguém vai ter!

Jim Rohn e eu teríamos tudo para ser amigos do coração, as nossas opiniões tocam-se a todos os níveis, e ele dizia mais ou menos assim:

Se não traçares o teu plano de vida, é provável que caias no plano de alguém. E adivinha o que têm planeado para ti? Nada de jeito!

If you don't design your own life plan, chances are you'll fall into someone else's plan. And guess what they have planned for you? Not much. 
Jim Rohn 

Quantos projectos fazes por semana, ou por dia, que parecem geniais e pensas: 'eia era mesmo fixe conseguir fazer aquilo, se eu conseguisse...' (substitui os três pontinhos pelo que acontecia se conseguisses).

Entretanto, cais na vidinha, o teu gato engole o pássaro de atravessado e vai parar ao veterinário, nem sabes se tens mais pena do pássaro ou do gato! O tio da prima do cunhado do teu melhor amigo tem uma conjuntivite e lá vais tu às quatro da tarde comprar gotas para os olhos.

Porquê? Porque as pessoas tendem a pensar que os artistas não fazem nada, que estão disponíveis a toda a hora. E pior: estão mesmo!

Temos esta triste mania de estar lá para os outros em todos os momentos, porque ajudar nos faz sentir necessários, úteis, apoiados. E tudo isto tem um valor incalculável. Mas tem de haver um limite, e esse limite tem de ser estabelecido por ti.

Encontrar o equilíbrio pode ser difícil. Há-de haver quem sinta que já não estás lá. Que pôde contar contigo e agora já não pode... Claro que pode!

Mas quem consegue ser um bom amigo, enfermeiro provisório, apaga-fogos e acalma-dramas se não se sente bem consigo próprio, quem pode ajudar quando precisa para si próprio de ajuda?


Então temos que resolver isso! Quais foram as tuas resoluções para 2013? Onde queres chegar com o teu trabalho? Quais os projectos que gostarias de realizar este mês? O próximo? Escreve tudo e afixa num local visível, planeia em termos de tempo, orçamento e recursos, tudo o que necessitas.

Mostra este plano aos que te são mais queridos e próximos. Mostra-lhes também como planeias ter tempo para eles. Entrega-te nesse tempo, tanto à concretização do teu trabalho, como ao tempo com a família, amigos e próximos. Afinal, é necessário não negligenciar e manter o equilíbrio; não queiras subtrair de um lado para ter mais do outro, não funciona assim.

Cria uma lista de tarefas diárias e começa por aí todos os dias. Assim, depois de tudo feito terás tempo livre como recompensa, sem ter o processador ocupado com tudo o que ainda falta fazer. Não faças mais do que o que está planeado para esse dia. Descansar também é importante e ter uma hora marcada para parar é mais produtivo do que trabalhar como se não houvesse amanhã!

Gere a tua vida como se tivesses um horário de trabalho, mesmo que não tenhas. Se conjugas um trabalho em full time com uma actividade artística compromete algum tempo por dia à realização dos teus projectos, uma hora por dia, por exemplo.

E lembra-te, se não decidires por ti, alguém decidirá.


Como diz a música Knights of cydonia de Muse, Don't waste your time or time will waste you!

 


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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sophie Calle - Livros de Artista - Uma vida de histórias e de fotos

Sophie Calle

Sophie Calle é digamos que assim uma daquelas personagens que eu não sei se é uma sorte ou um azar conhecer pessoalmente! Fascina-me estranhamente e já passei várias horas divertidas a descobrir mais sobre esta artista e os seus livros.

Uma das formas mais fáceis de tomar conhecimento do seu trabalho é ver os seus livros: Double Game, M'as tu vue, Exquisite pain, Appointment, En finir, Prenez soin de vous. São livros de artista, não propriamente literários, mas sim como sendo o livro a própria obra de arte em si.

Sophie, não sendo fotógrafa, explora a fotografia como um meio de expressão e usa-a em quase todos os seus trabalhos. Nesta palestra sobre fotografia, ela explica isto tudo muito bem:



Tudo o que ela faz é marcante, chocante e curioso, explora a fragilidade humana, os relaccionamentos, a privacidade e evolve a nossa curiosidade numa exploração do mais íntimo do ser humano.

Este vídeoclip dos R.E.M. da música Walk it Back, assinado por Sophie Calle que gentilmente lhe pediram que fizesse, poderia até ser filmado com o telemóvel, ao que ela acedeu fazendo uma montagem dos vídeos mais recentes que tinha no telemóvel. Esta é uma das obras mais recentes e um bom início para dar a reconhecer a irreverência da artista.




Deixo uma entrevista em áudio com a Sophie Calle muito interessante! Uma entrevista em texto onde ela fala do impacto que gosta de ter, e da sua predilecção por trabalhar com regras estritas.
Uma entrevista pelo The Guardian com Sophie Calle.
E o podcast de arte moderna com Sophie.

Esta palestra sobre a história de vida de Sophie Calle e manifestação artística, onde fala de quase todos os seus trabalhos.

Para lêr uma revisão muito completa em português sobre a Sophie Calle, deixo um artigo.