quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

5 Minutos a Escangalhar! - Dica anti-procrastinação da semana - Arrisca: Salta de um penhasco e constrói as asas no caminho!

Os meus joelhos tremem uma vez por semana, nunca menos.
Tremem quando dou um salto, grande ou pequeno, todo o salto mete medo, alguns mais, alguns menos.

Cedo ouvi a célebre citação de Ray Bradbury:

Se ouvíssemos o nosso intelecto nunca teríamos um envolvimento amoroso. Nunca teríamos uma amizade. Nunca teríamos um negócio, porque seríamos cínicos. Bem, isso não faz sentido. Tens que saltar de penhascos a toda a hora e construir as tuas asas no caminho (para baixo).


If we listened to our intellect, we'd never have a love affair. We'd never have a friendship. We'd never go into business, because we'd be cynical. Well, that's nonsense. You've got to jump off cliffs all the time and build your wings on the way down. - Ray Bradbury 


Cada vez me faz mais sentido esta frase. Sempre que me proponho a algo, nunca sei se estarei à altura da fasquia, cada vez dou um salto mais alto, e dizem que quanto mais se sobe maior é a queda. Mas como sabes se estás preparado? E deves sempre estar preparado para tudo?

Esperar pelo dia em que dominarás o assunto a 100% antes de aceitares dar aquela palestra, aquela aula, aceitar aquele trabalho, é apenas adiar o salto, adiar o momento em que te expões, evitar o fracasso aniquilando as possibilidades de sucesso!

Evitar afirmar o teu talento, 'não sou artista, sou uma pessoa que às vezes pinta', 'não sou professor, dou so aulas de vez em quando', estas e outras são apenas amostras daquilo que é a insegurança e a falta de coragem de enfrentar o momento em que tu és, e fazes aquilo que queres, e abraças as consequências, sejam elas quais forem.

Ninguém tem um plano perfeito, ninguém domina todo o conhecimento do mundo sobre uma área, até porque nos dias de hoje seria impossível. Errar é sempre uma aprendizagem.

Claro que ninguém quer fazer figura de parvo! Por isso é que se pratica, se estuda, se trabalha e investiga, mas há limites. Tem de chegar o dia em que vais expôr-te, atirar-te aos lobos, e vais sair-te bem, não duvides!

Aceitei participar numa exposição colectiva de artistas. Um minuto depois chegou o pânico! Preciso de terminar tantos trabalhos! Onde é que meti o caderno que tinha aquele esboço? Como vou pendurar os trabalhos na parede? Será que vai ser um fiasco? Os meus amigos vão aparecer?

Aaaaaaahhhhh! Os meus joelhos tremem, e sinceramente, não quero nem saber. Se não levar 10 trabalhos levo 3 ou 4, se não dormir na noite antes durmo lá e faço disso uma performance, ou uma instalação! Passei  a vida a criar, sou criativa, se procurar bem na minha casa devo ter quinhentas amostras disso, nem toda a gente tem que pintar telas, isso já está mais que visto!

Sabes que o salto é grande quando sentes o nervoso miudinho invadir-te e começas a pensar em todas as desculpas e evasões para não estar presente e não falhar. É esse nervoso miudinho o sinal de que deves seguir em frente e dar esse salto.

Portanto o que interessa é entrar, e escangalhar! Toda a gente sente insegurança. Que isso não seja nunca a desculpa para não fazer o que queres e sentir depois arrependimento.


Dá o salto, depois constrói as asas!


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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Como desenhar a figura humana? - Novas perguntas, respostas antigas



No Sábado visitámos o Museu Colecção Berardo, no Centro Cultural de Belém. Gosto sempre de visitar aquele museu, e a entrada é grátis.

Detive-me a observar a forma como o ser humano é representado pelo seu semelhante. Tal como cada um de nós é único, também é única a concepção do outro; no entanto, queremos partilhar da representação mais aceite da figura humana, talvez para sentir que pertencemos, ou que vemos de determinada forma.


Quando aprendemos arte, aprendemos regras, com a intenção de dar uma perspectiva mais realista e genérica da figura humana, distanciamo-nos desta nossa particular visão e da nossa forma única de ver e de representar. Para novas perguntas, respostas antigas ‘a cara desenha-se assim, divide-se assado, as orelhas começam à altura dos olhos e terminam no alinhamento do canto da boca'.

Esta aprendizagem é importante porque para saber distorcer é importante manter a perspectiva do objecto real, mas a partir de um certo ponto tem mais valor fechar os olhos para ver; pensar na tua visão interior, moldada pela tua experiência e sentimento, saber transcrever essa visão para a arte, é isto que eu vejo, é a minha percepção.

Tal como é diferente inventar uma música na minha cabeça ou saber compor uma peça, também saber todas as regras para representar a figura humana é diferente de representar a minha visão particular do humano, a minha representação do real, pessoal e única, porque a minha realidade não é igual à de mais ninguém.

Reconhecemos sempre que vemos Da Vinci, Picasso, Dalí, porque a sua representação era a sua concepção, o seu estilo.

Da mesma também reconhecemos José Saramago, Rui Zink, Florbela Espanca quando lemos obras suas, a arte é a (trans)figuração do real, a realidade passa por nós e sai interpretada. A visão interior e interpretação do real aplicam-se a todas as áreas artísticas, e é daí que advêm os grandes talentos, pela forma como expõem a sua interpretação.

Para o teu trabalho ser memorável, para que a tua voz seja ouvida entre a de muitos, tens de encontrar essa voz, e essa interpretação, o teu estilo. E basta apenas procurar dentro de ti.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Encadernação - Fazer o teu próprio caderno para desenhar

Já há uns anos que faço cadernos para desenhar, com os papéis que gosto e misturas de vários papéis. Faço porque gosto, e tendo em conta a qualidade do papel muitas vezes sai mais barato fazer a encadernação.

Não é difícil mas das primeiras vezes utilizei papel Kraft para não desperdiçar um bom papel se corresse mal. Papel de cenário também é uma boa opção, tanto um como outro podem comprar-se em papelarias e são baratinhos.

O rolo de papel que comprei no Ikea e que estou a utilizar no desafio 30 metros de figura também é um papel bom para desenho e esboços. Tudo isto partindo do princípio de que são esboços, não é preciso um papel topo de gama.

O Fabriano Accademia também em rolo não é muito dispendioso, e para quem procura algo melhorzinho serve o propósito; é o único papel branco, de todos os que falei aqui, os restantes têm tom.

Para quem gosta de um caderno muito alinhadinho, sugiro utilizar papel já com o corte feito, A3  ou A4, conforme o tamanho que pretendes. Eu semi-corto o papel e faço as dobras. Depois de encadernar, e conforme vou utilizando o caderno, vou rasgando as dobras do papel, gosto do efeito que dá.

Fotografei uma encadernação aqui em casa, enquanto fazia, mas depois encontrei os vídeos abaixo, e penso que estão muito melhores.

O primeiro passo é encerar o fio para coser a encadernação, porque o fio enrola-se mais se não estiver encerado, embora  possa ser usado na mesma; eu nunca encerei, estou sempre com pressa!



Há um vídeo de encadernação para um caderno estilo moleskine:

1) encadernação de bloco de papel





2) Capa para caderno estilo moleskine



E a minha preferida - encadernação com ponto de cadeia (coptic stitch)





E finalmente, como aplicar o elástico para fechar, até mesmo num caderno qualquer que compraste numa loja.





Algum problema, eu dou uma ajuda, basta comentar este post!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

5 Minutos a Escangalhar! - Dica anti-procrastinação da semana: não tenho tempo!

Desde há muitos anos que sonho fazer crescer o dia, e ter em vez de 24h, 36 ou 48. Mas sempre cheguei à conclusão que se por artes mágicas isso acontecesse, talvez me desse para procrastinar ainda mais, porque ia achar que tinha sempre tempo!...

Mas na verdade o meu dia sempre foi maior do que o de muitas pessoas. Até aos 18 anos estudei, fiz desporto federada, estudei música no Conservatório e trabalhei num bar.


Actualmente trabalho a full-time, dou aulas de Yoga ao fim do dia e mantenho a minha própria prática diária, estou a fazer uma formação ao fim-de-semana, desenho todos os dias, nem que seja um rabisco enquanto estou ao telefone, mantenho este blog e criei o Desafio 30 metros de desenho de figura, que me vai levar, espero eu, para um próximo nível das minhas capacidades.

E como se faz tudo isto? Bem, acordar às seis da manhã ajuda. Mas só isso não chega!

Com o tempo fui desenvolvendo uma estratégia de aproveitamento dos hábitos que já tenho, para introduzir outras tarefas. Por exemplo, em vez de conduzir até ao trabalho, acordo mais cedo e vou de transportes, isto faz com que eu faça a viagem totalmente disponível para alguma actividade.

Mais ou menos 1h30 por dia no total para desenhar, lêr livros sobre gestão, internet, arte, escrever algum post deste blog, fazer telefonemas...Também evito duas ou três multas assim....


O Tony Robbins chama a isto N.E.T. time - No Extra Time, e pode ser posto em prática acoplando actividades compatíveis. Declamar poesia ou hip hop na tua corrida matinal, começar a fazer exercício quando vais sair com o teu cão, desenhar no café com amigos, lêr na tua hora de almoço ou jantar, organizar dates criativos com a tua cara metade em que estão juntos mas cada um a trabalhar na sua actividade criativa, não tem fim, é só pensar nisso e pôr em prática.

Preceito regulador: ninguém gosta de conviver 24/7 com um productivity freak! Tira tempo improdutivo. Olha as pessoas nos olhos, conversa sobre assuntos que não têm nada a ver, vê filmes, faz coisas que não servem para nada também, nem tudo na vida é escangalhar!


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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Blue monday - o dia mais deprimente do ano - Como tomar boas resoluções de ano novo que consegues manter

Depois de almoço uma colega minha de trabalho enviou-nos este artigo da BBC que falava sobre a terceira segunda feira de Janeiro ser o dia mais triste do ano.

Ainda bem que já está mesmo a acabar!

É certo que muita gente gastou dinheiro a mais no Natal e na passagem de ano, muitos de nós já quebrámos as resoluções de ano novo, e ano novo vida nova parecer ser cada vez mais uma coisa da minha imaginação! Voltámos ao trabalho, fez frio e choveu no fim-de-semana, fez uma grande tempestade e na segunda acordas como se o fim de semana tivesse passado por ti sem dares por ele.

Antes de te adjectivares de formas menos boas tipo preguiçoso, fraco, sem força de vontade, desmotivado ou desistente, pensa em todas as resoluções de ano novo que tinhas feito e vamos analisá-las, para criar um plano e cumprir todas as tuas resoluções de ano novo!

Começa por escrever as tuas resoluções de ano novo numa folha de papel. Numera-as.
Um ano pode parecer muito tempo, mas já viveste alguns, demoraram assim tanto a passar? Deram para fazer assim tanta coisa? Pondera se vais acrescentar ou retirar alguma coisa. 6 a 10 seria um bom número, mas tudo depende do tipo de resoluções que fizeste, sê realista.
Se forem muitas define algumas como posteriores, ou seja, para pôr em prática depois de tudo o resto já estar feito, se ainda der tempo.

Agora, para cada uma escreve o que necessitas para concretizar, por exemplo, dinheiro, determinados materiais, tempo livre, motivação, uma força gigante, etc... E depois escreve o que vais ganhar com essa realização. Escreve o que necessitas fazer para colocar em prática, o plano, o tempo que vai demorar e também uma recompensa que vais dar a ti própri@.

Um exemplo:

Deixar de fumar - uma força de vontade gigante e uns comprimidos calmantes de valeriana - vou ganhar saúde e fôlego para correr todas as manhãs - vou começar a fumar só três cigarros por dia e vou conversar com o meu médico para me aconselhar sobre a forma mais efectiva de parar de fumar, sempre que me apetecer fumar vou telefonar para alguém e falar sobre isso - quero parar totalmente no fim de Março e em Agosto, se tiver mesmo conseguido parar de vez vou de férias a Bali.

Feito isto para todas as tuas resoluções para 2013 guarda bem essa folhinha de papel, num sítio onde a vejas muitas vezes, na contracapa do teu diário gráfico por exemplo. Tira cinco minutos todas as manhãs para a lêr e pensar no que farás nesse dia para te aproximar do resultado, visualiza-te a conseguir, se criares essas imagens mentais será mais fácil ir na direcção certa.

Não faças resoluções de ano novo que não acrescentam felicidade à tua existência, afinal nós viemos ao mundo é para ser felizes ;)

Espero que lá para Julho já tenhas conseguido riscar metade da tua lista, é sinal de que vais no bom caminho!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Falta de ideias! - Mais inspiração para Diários Gráficos

Comecei a fazer um Diário Gráfico para aprender a desenhar, há quem o faça por outras razões, como estimular a criatividade, passar o tempo, pode haver uma infinidade de razões. No meu caso é uma maneira de desenhar regularmente e melhorar essa capacidade.

Não lhe devia chamar Diário porque não é de todos os dias, mas sim, todos os dias desenho, embora nem todos nesse dito caderno.

Quando comecei tinha falta de ideias. Quando começas a desenhar tudo é novo, uma mesa com quatro pernas pode ser desafio para uma tarde inteira, e por essa razão, propor-me a desenhar a minha cozinha implicava ter um mês de férias! As coisas simples, por outro lado, nem sempre cativavam a minha atenção e dava por mim muitas vezes a olhar para a folha de papel em branco.

Tive uma ideia: um animal.
Ok, arranjas uma foto, ou o animal verdadeiro, desenhas e pronto!

Nah!
Muito mais do que isso!

Escolhe um animal.

Arranja recursos, fotos, desenhos de outros artistas, cartoons, ilustração científica, de todas as perspectivas, de frente de lado, de costas, muito longe, muito perto, a três quartos, de cima, de baixo, só o esqueleto, só o sistema muscular, e por dentro. Sim! Por dentro, como imaginas se fosses engolido por esse animal?

Desenha e pinta de variadíssimas maneiras: preto e branco, realista, grafite, carvão, aguarela, cartoon, lápis de cera, colagem...

Capta o animal em acção, a atacar, a comer, a beber, a brincar, a amamentar e a fazer tudo o que ele faz. Depois a fazer o que ele não faz, a tomar duche, a cozinhar, sentado na sanita a lêr o jornal, escrever no computador, tu percebes!

Enquanto vais fazendo os desenhos, anota também as tuas ideias para desenhos futuros de estudo desse animal. Anota também curiosidades, dificulades, tudo o que possas querer lembrar-te mais tarde, ou que apenas te apeteça escrever.

Isto tudo já te dá para mais de um mês no teu Diário Gráfico. Em termos que aprendizagem é um excelente exercício também, para aumentar fortemente o teu vocabulário gráfico. Para a criativiade é do melhor que há, porque ideias geram mais ideias, e esgotar este animal pode levar anos!

No desenho não importa muito o resultado final, mas sim o processo, deixa-te envolver pelos momentos em que desenhas sem pensar no resultado final :)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

SAMO - Jean-Michel Basquiat: The Radiant Child

Jean-Michel Basquiat (22 de dezembro 1960, Brooklyn, Nova Iorque - 12 de agosto de 1988, Nova Iorque) foi um artista americano. Ele ganhou popularidade primeiro como um grafiteiro na cidade onde nasceu e então como neo-expressionista

Basquiat tinha ascendência porto-riquenha por parte de mãe e haitiana por parte de pai. Desde cedo mostrou uma aptidão incomum para a arte e foi influenciado pela mãe, Matilde, a desenhar, pintar e a participar de atividades relacionadas ao mundo artístico. Em 1977, aos 17 anos, Basquiat e um amigo, Al Diaz, começaram a fazer grafite em prédios abandonados em Manhattan. A assinatura era sempre a mesma: "SAMO" ou "SAMO shit" ("same old shit", ou, traduzindo, "a mesma merda de sempre"). Isso gerou curiosidade nas pessoas, principalmente pelo conteúdo das mensagens grafitadas. Em dezembro de 1978, o veículo Village Voice publicou um artigo sobre as escrituras. O projeto "SAMO" acabou com o epitáfio "SAMO IS DEAD" (SAMO está morto) escrito nas paredes de construções do SoHo, New York.

Em 1978, Basquiat abandonou a escola e saiu de casa, apenas um ano antes de se formar. Mudou-se para a cidade e passou a viver com amigos, sobrevivendo através da venda de camisetas e postais na rua. Um ano depois, em 1979, contudo, Basquiat ganhou um status de celebridade dentro da cena de arte de East Village em Manhattan por suas aparições regulares em um programa televisivo. No fim da década de 1970, Basquiat formou uma banda chamada Gray, com o então desconhecido músico e ator Vincent Gallo. Com o conjunto, tocaram em clubes como Max's Kansas City, CBGB, Hurrahs e o Mudd Club. Basquiat e Gallo viriam a trabalhar em um filme chamado Downtown 81 (também conhecido por "New York Beat Movie"). A trilha sonora deste tinha algumas gravações raras da Gray. A carreira cinematográfica de Basquiat também incluiu umae aparição no vídeo "Rapture" da banda Blondie.

Basquiat começou a ser mais amplamente reconhecido em junho de 1980 quando participou do The Times Square Show, uma exposição de vários artistas patrocinada por uma instituição de nome "Colab". Em 1981, o poeta, crítico de arte e "provocador cultural" Rene Ricard publicou um artigo em que comentava sobre o artista. Isso ajudou a catapultar de vez a carreira de Basquiat internacionalmente. Nos anos consecutivos, Basquiat continuou a exibir sua obra em Nova yorque ao lado de artistas como Keith Haring e Barbara Kruger. Também realizou exposições internacionais com a ajuda de galeristas famosos.

Já em 1982, Basquiat era visto freqüentemente na companhia de Julian Schnabel, David Salle e outros curadores, colecionadores e especialistas em arte que seriam conhecidos depois como os "neo-expressionistas". Ele começou a namorar, também, uma cantora desconhecida na época, Madonna. Neste mesmo ano, conheceu Andy Warhol, com quem colaborou ostensivamente e cultivou amizade.

Dois anos depois, em 1984, muitos de seus amigos estavam preocupados com seu uso excessivo de drogas e seu comportamento paranóico. Basquiat, então, já estava viciado em heroína. No dia 10 de fevereiro de 1985, Basquiat foi capa da revista do The New York Times, em uma reportagem dedicada inteiramente a ele. Com o sucesso, foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais européias.

Basquiat morreu devido ao uso de drogas (uma combinação de cocaína e heroína conhecida popularmente como "speedball") no seu estúdio, em 1988. Após sua morte, um filme que levava seu nome foi lançado contando sua biografia, dirigido por Julian Schnabel e com o ator Jeffrey Wright no papel de Basquiat.

O Documentário sobre o artista - SAMO, Jean-Michel Basquiat : The Radiant Child, disponível em espanhol com subtítulos em português em três partes:

I



II



III

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

5 Minutos a Escangalhar! - Dica anti-procrastinação da semana: desporto faz-te bem

Desporto é bom para tudo, limpa a mente e equilibra o corpo, é necessário para a tua saúde e para pensamentos saudáveis, aumenta a criatividade, mantém o teu coração a bombar e dá-te força, saúde e energia para produzir mais, para fazer arte com mais sentido e para respirar mais oxigénio e acordar os neurónios adormecidos. Aniquilar a fadiga. Viver mais tempo e azucrinar mais gente!

Enquanto não arranjas tempo como deve ser, não inventes desculpas, arranja cinco minutos, vê o vídeo deste treino de 5 minutos e põe-te a mexer!

Imprime as instruções e põe música alta para poderes chorar em privado, e mexe-te.

Não penses que é tudo. Não é. O ideal seriam trinta minutos de actividade física por dia todos os dias, mas enquanto não for possível, pelo menos não te iludas, arranjas sempre cinco minutos ;)

Põe os olhos neste vídeo, talvez hoje seja o dia em que vais fazer de ti um campeão!



Desde que vi este vídeo pela primeira vez fiquei fã!

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domingo, 13 de janeiro de 2013

Top de spots publicitários alentejanos

Já disse aqui que sou Alentejana e falei de toda a superioridade e contentamento que essa proveniência pode trazer. :p

Não vivi no Alentejo por mais de dez anos, mas acredito que talvez agora que os empregos estejam a mudar de figura, as pessoas se voltem novamente para a vida rural, mais baseada no conhecimento e confiança mútuos, nas trocas e nos multi-talentos e potenciais de cada um, deixando de lado as especializações e o mundo industrio/empresarial metropolitano.

Mas isto são só especulações, porque eu hoje quero falar sobre os meus anúncios Alentejanos preferidos, e porquê? Só porque eu quero! Porque gosto de vê-los e me fazem pensar na minha cultura, nas minhas origens e nas pessoas de quem senti falta diariamente.


Como tudo nesta região, os vinhos do Alentejo fazem-se sem grandes pressas!

De 1996, nem sei como é que ainda me lembro...Reparem bem no sol a mudar de posição!



Royco Cup a Soup - É do caneco!

Este anúncio é de 1997, tinha eu 11 anos, e nunca mais me esqueci. Sempre achei que era uma coisa tipo café instantâneo, mas afinal é uma sopa de pacote! Cá vai:



Os anúncios alentejanos da compal

Para mim estão brutais!







Gostava de colocar mais anúncios, mas não conheço. Se alguém quiser comentar com outros vídeos fico muito agradecida! :)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Oh what a dark place you're in my friend - explora a criatividade nos teus "baixos"

Ver o Cloud Atlas fez-me pensar no tempo e nas consequências das acções, no que adiamos com a desculpa de que há tempo ou de que não temos tempo, que na verdade são a mesma desculpa: não tenho tempo agora mas há tempo no futuro para isto, como se o futuro fosse uma conta bancária onde já contamos com o que não sabemos se temos.

Leprechaun
Está aceite, a vida tem baixos e baixos e às vezes saber em qual deles estamos no presente é apenas estimar a realidade, mas quando olhas em retrospectiva sabes distinguir lindamente os momentos altos e baixos da tua vida. Outras alturas há em que sabes no presente, ou julgas que sabes que aquele é um ponto baixo da tua existência.

Queres sair, fugir, acabar ou começar, queres mover-te desse ponto e pareces estagnado ali, num momento em que não queres estar.

A realidade é tua e faz parte de ti, e fazer outra realidade está directamente ligado a mudanças pessoais que operas na tua vida.

Tenho ouvido dizer por vezes, "estou numa fase má", ou "ando um bocado em baixo", ou "gostava mas agora não consigo", e todas estas frases são usadas para não criar, para não fazer arte, para não ser aquilo que tu és mais no teu ítimo e não te deixares levar pelo que naturalmente te puxa.

Todos os artistas têm fases conflituosas, e estas fazes não vão deixar de existir. Pensar no futuro e idealizar o momento perfeito em que vais criar e fazer e acontecer não serve para mais do que idealizar um tempo que não existe. True true!

E para quem quer  saber mais sobre a história do filme
O importante é abraçar o momento. Qual momento? O único que existe: agora. Não és o teu passado, não és o teu futuro, és o teu agora, e ter um calendário afixado na parede não te mostra que há tempo no futuro, mostra-te que a mente é tão pequena que até uma impressão de quadrados com números te faz adiar o teu ímpeto de criação.

Então abraça o agora.

E como ser criativo agora, que estás num momento menos bom por qualquer razão? Ser criativo é trabalhar todos esses sentimentos, é deixar-te sentir o que tu sentes e criar, desenvolver a partir do ponto em que estás.

E se os teus sentimentos não são bonitos, e se a tua arte é um dark place, continua nesse registo até encontrares outro. Porquê criar apenas o que é lindo e maravilhoso se a vida tem altos e baixos? Para quê fingir para criar? Não há nenhuma razão.

A arte desperta emoções e a tua despertará e muitas pessoas emoções diferentes, para uns boas, para outros más, mas a análise é para os críticos e pseudo-intelectuais, a ti basta-te apenas criar e viver. E se alguém próximo de ti perguntar "aquele monstro feio sou eu?" bem...podes responder com outra pergunta "o que achas?", mas se as pessoas próximas de ti fazem este tipo de pergunta, oh what a dark place you're in my friend!...

Explora a criatividade do teu dark place, e essa não será mais a tua lembrança de um momento baixo, e sim de uma das épocas mais produtivas e criativas da tua vida!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

5 Minutos a Escangalhar! - a nova rubrica anti-procrastinação

Há uns anos, no meu armário do trabalho havia uma fotografia de um lunático com um martelo a escangalhar coisas e dizia: enlouquece cinco minutos por dia, faz tudo à bruta, resolve tudo o que tens andado a adiar, vai para casa!

Esta já não era a primeira vez que eu sonhava com cinco minutos mágicos, já tentei arranjar métodos para fazer quase de tudo em cinco minutos, e sei que não fui a única, Orlando Fonseca também tentou! Algumas ideias correram bem, outras correram muito mal!...

5 Minutos a Escangalhar é a nova rubrica anti-procrastinação para artistas independentes, freelancers e todas as pessoas que procrastinam e procuram melhores resultados!

Vai ser simples, escrito em cinco minutos, rápido de lêr, apenas uma ideia simples a cada quarta-feira, para acabar com todos os problemas. Quase tão bom como o professor Mafug!

À quarta-feira porque à segunda estamos ainda meio dormentes, à terça estamos a recuperar e na quarta descobrimos que não vai dar para fazer tudo o que era preciso! Então antes que seja tarde demais, escangalhamos os nossos 5 minutos à quarta!

E começo com uma dica que implementei há poucos meses e tem resultado lindamente:

Acumulas papel? Em cima de um móvel, recibos da água, do fisco, do tribunal, do estacionamento, talões de multibanco, seguros, facturas do dentista e do supermercado e no meio uma roda-dentada e um canivete que já não vias há anos?

Aproxima-te desse móvel, olha-o fixamente, vai lá e atira tudo para o chão! De preferência onde precises de passar regularmente. Depois ajoelha-te, remexe todos os papéis, faz três pilhas: 1)por pagar, 2)arquivar, 3)lixo.

1) por pagar - coloca estas facturas em cima do teclado por ordem de urgência. Da próxima vez que te sentares ao computador, entra no site do banco e paga. Se não tens site do banco pousa em frente à porta de forma a que não consigas sair de casa sem as levar.


2)arquivar - arranja uma pasta qualquer (não isto não é uma desculpa para saíres agora e deixares tudo espalhado no chão, hás-de ter uma pasta qualquer, daquelas de cartão com elásticos, ou um saco de plástico, não interessa) nesse saco de plástico portanto, guardas o que é para arquivar e com uma caneta de acetato escreves bem grande FACTURAS 1984 (sim, as pessoas procrastinam! Só precisas de guardar até 7 anos para trás.). Se depois quiseres fazer a coisa em grande, compra uma caixa de arrumação onde caiba A4 e uns separadores e faz um arquivo caseiro.


3)lixo - por favor recicla! Mete no amarelo.

Repete esta acção uma vez por mês e vais manter-te livre do papel!


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domingo, 6 de janeiro de 2013

Street Art ou vandalismo pseudo-artístico?

Fontaine - Marcel Duchamp
A escultura foi enviada para participar num concurso de
artistas nos US, mas foi rejeitada pelo júri uma vez que na
avaliação deste, não havia qualquer sinal de trabalho artístico.
Hoje em dia Arte é um conceito tão abrangente que permite todo o tipo de self-service. Cada um pode chamar arte ao que quiser. Tudo é arte, desde amarrotar uma folha de papel e atirar para o chão até cuspir para uma parede. Pintar uma tela de 2x2m com uma trincha de 10cm toda em azul cien pode ser arte!
Acredito que fazendo um esforço dá para traçar uma linha entre o que é arte e o que não é, ou pelo menos não deveria ser.

Arte é uma expressão ou aplicação da criatividade e imaginação humana, sem nenhuma finalidade útil, apenas com o intuito de ser apreciada e conduzir o observador a uma sensação, emoção ou reflexão quando em contacto com esta peça de arte.

Se formos avaliar pela questão da emoção, quando encontras uma parede rabiscada, se calhar sentes uma emoção em relação a isso. Mas a finalidade é outra. É triste para os verdadeiros artistas de rua em Portugal, competir com borrões pacóvios resultantes de qualquer manifestação egótica de gente que tem tempo livre a mais e não o sabe usar para desenvolver uma coisa muito necessária nos artistas: tra-ba-lho!

Dalaiama
Embora a liberdade de expressão hoje em dia não possa ser aclamada apenas para uns e não para outros, eu gostaria a ver figurar na via pública um verdadeiro portfolio artístico, e não um desfilar de rabiscos amontoados, os tags deste e daquele apenas me lembram o quanto o ego deles é grande, que mesmo sem nada terem feito, têm a necessidade de escrever o nome, deixar a sua marca, para que o mundo saiba quais os nomes daqueles que nada fazem.

Sei que Street Art é ilegal, mas os verdadeiros artistas encontram o seu reconhecimento. São convidados para pintar paredes degradadas no centro da cidadeencontram espaço para a sua arte num museudecorar bares, hotéis, pousadas com obras suas. Nem tudo tem que ser ilegal, mas até o carácter ilegal da arte de rua pode ser questionado, embora essa já não seja a minha praia...

Em Lisboa temos excelentes obras de arte de rua, excelentes artistas, obrigada a todos por não me fazerem pagar bilhete para ver arte, e por poder vê-la nos lugares mais inesperados a qualquer altura do dia. Espero que a crise vos deixe continuar a comprar tintas, e que a segurança pública não vos apanhe no meio de alguma tentativa de expressar o vosso talento.




sábado, 5 de janeiro de 2013

Neil Gaiman - Motivação para novos e futuros artistas

Coraline foi um dos filmes que mais gostei de ver. Tem um misto de tristeza e fantasia que me agrada, um pequeno mundo sinistro criado na mente de uma menina para fugir de uma infância frustrante, creio que este filme contêm nele fragmentos da história de muitas crianças...

O autor do livro Coraline, Neil Gaiman, em que é baseado o filme, tem bastantes trabalhos do meu agrado The Sandman, The Graveyard Book, Beowulf, enfim trabalhos excelentes vale a pena explorar. É um excelente contador de histórias, escreve e ilustra maravilhosamentee tem pontos de vista muito interessantes acerca do mundo artístico.

Há poucos dias estive a ver vários vídeos de entrevistas, e uma das que mais se destacou para mim, foi esta em que uma estudante questiona o Neil, dizendo que quer ser realizadora, mas que lhe foi dito que já há artistas suficientes, e que é algo que ela não deveria perseguir.

Deixa-vos meio atravessados?
Sim, a mim também! Mas curtam a resposta:





Depois há também o vídeo de quando o Neil Gaiman visitou a Google em 2006, a palestra está muito completa, e tem bastante humor. Ele lê um conto do seu livro Fragile Things, fala de como correu a produção do Beowulf e da sua expectativa em relação ao filme, está muito gira.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Mais tempo e inspiração para desenhar em 2013

Calculo que foi resolução de ano novo 2013 para algumas pessoas desenhar mais, ou desenhar todos os dias, ou comprometer-se com um Diário Gráfico. Às vezes a dificuldade está em saber o que desenhar...

Depois de ver os meus Diários Gráficos observados por várias pessoas e ouvir vários tipos de crítica de várias pessoas, passei algum tempo a pensar que todos os meus trabalhos deveriam ser obras de arte.

Mais tarde, ouvindo a minha própria crítica interior apercebi-me que neste ou naquele dia não tinha desenhado por não ter tempo suficiente, acabando por ocupar aqueles cicnco minutos do café matinal a ler o jornal do dia ou a dar uma espreitadela naquele site azul e branco (tipo WC?), já que cinco minutos não chegam para fazer algo que as outras pessoas gostarão de elogiar.

Então posso dizer que agora cada desenho meu é só para mim. O meu Diário Gráfico é como o prolongamento da casa que eu habito, o local onde eu posso fazer tudo o que quiser. E é assim que ele faz sentido.

Mas ainda assim, há alturas em que tenho cinco minutos que não aproveito porque não tenho ideias, ou não sei o que seria mais proveitoso trabalhar em cinco minutos, que poderia melhor a minha técnica de desenho.

Tenho lido sobre isto em vários livros e artigos e chego a uma conclusão bastante minimalista: não importa nada! Desenhar é cumulativo, seja o que for que eu desenho, estarei a aumentar a minha linguagem visual. Posso desenhar a jarra do hall de entrada do consultório de dentista, um monte de círculos, formas orgânicas ao acaso, perspectiva, figuras geométricas, rabiscos, tudo, tudo vai para o mesmo sítio.

O mais importante é saber usar o tempo, não o deixar escapar. Nos transportes, em tempos de espera, ao telefone... Se o Diário Gráfico não estiver mesmo ali à mão, haverá de certeza post-it, guardanapos ou um bloco de apontamentos, as calças do pijama, tudo vale!

As figuras mais básicas como o círculo integrarão o teu vocabulário de formas rapidamente se desenhares vários círculos de várias dimensões, e afinal, quantas coisas no mundo são compostas apenas por círculos? É algo que vale a pena dominar!

Depois também tentar a esfera, para que os teu projectos tenham um aspecto mais 3D. O quadrado, o rectângulo, o cubo e o paralelipipedo. Não, isto não é uma aula de geometria, mas todos os artistas o dizem, sempre que não tens tempo para tudo, ou sentes um bloqueio para desenhar, o mais importante é voltar aos básicos!

E básicos não significa fáceis, ou para iniciantes, básicos significa o mais importante, o mais sólido, e que não deves esquecer mesmo quando já sentes que os dominas.

Observa a geometria à tua volta, desenha o que vês, em perspectiva. É um excelente exercício fazer com que aquela cadeira que está atrás da mesa não pareça empilhada em cima da mesa, ou um prolongamento da mesma. Desenhar aquilo que vês, é um dos melhores exercícios de realismo.

Os teus estudos e esboços podem ser rabiscados e pouco precisos, mas é isso mesmo que são os esboços. E o que interessa é fazer mais e mais. Cada minuto passado a desenhar o que quer que seja melhora as tuas qualidades!