domingo, 13 de novembro de 2011

A Princesa, o Sapo e o Ego

Todas as noites brilha o espelho quando ela passa por ele e todas as noites brilham as estrelas que olha através da janela, mas mais do que isso não aconteceu nunca. Todas as noites se deita desejando o abraço daquele princepe, o encantado, mas em nenhuma noite sentiu o aperto aconchegante desses braços, o melhor que já teve foi apenas um sonho.
Acorda de manhã e pensa que por mais uma noite tudo esteve igual, e por mais um dia tudo igual permanecerá, a felicidade é um sonho distante de paradeiro desconhecido, que se move para longe do seu alcance e se esconde atrás da neblina do seu ego, da sua busca e da vivência do não ter.
As nuvens cerram-se e desaparece o sol, desaparece o brilho do seu olhar, que há muito ficou mais baço.