sexta-feira, 24 de abril de 2015

Biblioteca de construção natural

Para grande felicidade de muitos utilizadores, o Creer para Crear disponibilizou vários livros sobre Construção Natural.

Já fui dar uma vista de olhos e todos me parecem de grande valor, aconselho!

quarta-feira, 11 de março de 2015

A alegria de ser mulher! Sem Pílula. Contracepção não hormonal

Como parar de tomar a pílula e contraceptivos hormonais e conhecer os métodos não hormonais para tomar uma decisão capacitada.  Onde procurar aconselhamento e informação.


Este post afasta-se um pouco dos temas habituais, mas por ser utilizadora de um diafragma, método retirado do mercado nem Portugal, percebo muitas vezes a curiosidade das mulheres sobre o assunto.

Por outro lado, eliminar as hormonas é importante na visão do herbalismo medicinal, e quanto mais estudo mais me apercebo que os efeitos nocivos das hormonas são deveras prejudiciais à saúde.

Já passaram alguns meses desde que dei a última hipótese à pílula como contraceptivo, e já lá vão uns anos desde que comecei a acreditar que a contracepção hormonal é prejudicial à saúde, e prejudicial à alegria de ser mulher.

Recentemente têm saído cá para fora notícias no mínimo alarmantes. Mas mais alarmante é a nossa falta de opções, e os braços cruzados perante este facto, deixando-nos andar por aqui sem pensar muito no assunto que é reponsável pela nossa vitalidade, libido e alegria de ser amadas!

O meu objectivo não é entrar no panorama clínico, é apenas trazer cá para fora alternativas, para que se tornem conhecidas e divulgadas, senão no SNS, pelo menos entre nós, mulheres. E sim, é possível comprar online alternativas de planeamento familiar não hormonal.

Foi neste artigo da Sílvia Silva que pousei os olhos esta manhã, e parei algum tempo a ler os comentários porque percebi que muitas mulheres não conhecem alternativas, ou julgam que contraceptivos como o adesivo ou o anel vaginal são verdadeiras alternativas, quando na verdade são contraceptivos hormonais, com os mesmos potenciais efeitos secundários que a pílula.

No meu caso os efeitos secundários nunca foram tão preocupantes, mas desagradáveis, sem dúvida. O meu primeiro passo foi pesquisar online, para descobrir quais opções poderiam ser ponderadas. Na internet há muita informação em inglês e em espanhol.

Em Espanha as mulheres consultam-se com parteiras, que as observam e fazem medições do diu, recomendam e aconselham métodos e dão apoio e compreensão à mulheres que querem eliminar a contracepção hormonal da sua vida.

Em Portugal não tomei conhecimento de que isto acontecesse, mas embora não haja diafragma à venda, um@ ginecologist@ pode fazer a medição e aconselhar, se for o caso, e desta forma podes comprar online.

Por alguns métodos não serem comercializados em Portugal, pode ser difícil obter o aconselhamento necessário. Gostaria de recomendar mais sítios onde uma mulher possa obter aconselhamento e informação, mas actualmente não conheço mais, se alguém quiser contactar-me terei todo o gosto em adicionar essa informação.

Uma das alternativas que já não temos por cá e que se usam ainda bastante em Espanha, na Europa e no continente americano são os diafragmas, capuzes cervicais e esponjas contraceptivas.

Estão muito na moda o femcap com três tamanhos, e o diafragma caya, de tamanho único - não precisa de medição, ambos utilizados em conjunto com o contragel, um  espermicida natural que não tem os efeitos secundários dos antigos espermicidas.


Para a mulher, controlar o comportamento hormonal do seu corpo é controlar a saúde, a fertilidade, o humor e a alegria da vida. Preferes ser tu a controlar ou confiar num fármaco hormonal que altera todo o teu sistema?


Para sair do ciclo de efeitos secundários, há que investigar contracepção hormonal e não hormonal. Fazem parte da categoria hormnonal: a pílula, o adesivo (evra), o implante (implanon) ou o anel vaginal (circlete) e os DIU hormonais. Como não hormonais temos o preservativo masculino e feminino, o DIU, o Diafragma, femcap, esponja, etc....

Em Portugal, na categoria dos não hormonais reversíveis, de barreira temos disponíveis o preservativo masculino e o preservativo feminino, o diu, e ficamos por aqui.

O Portal de Saúde sexual e Reprodutiva dá uma visão mais geral no quadro comparativo dos métodos contraceptivos. É um bom sítio para começar a ler e pesquisar, mas... depressa se esgota! Em Portugal a escolha na área da contracepção não hormonal é muito limitada, e por isso sugiro pesquisas mas abrangentes, tirando proveito da globalização e das suas vantagens.

Neste site vais querer entender a distinção entre os métodos hormonais e os não hormonais, lembra-te que os métodos hormonais são os que causam efeitos secundários.

Quanto aos sites internacionais, recomendo o sexuality and you que contém uma explicação mais detalhada de métodos não hormonais de planeamento familiar que não temos em Portugal.

Com toda a panóplia de aplicações e coisas possíveis em dispositivos móveis, seria estranho que não houvesse nada nesta área, mas as notícias são boas, há a app grátis P Tracker para Android, que permite monitorizar a fertilidade. Podes registar o início e o fim do teu ciclo, a tua temperatura diáriamente, sintomas, medicamentos que usas, etc. A aplicação permite um registo muito preciso dos ciclos e gera um resultado bastante confiável!

Atenção:
Se deixas de tomar a pílula ou contraceptivos hormonais, demoras cerca de 6 meses a voltar a um ciclo normal.
Os resultados de monitorização do teu ciclo de fertilidade são confiáveis ao fim de três meses.
Algumas situações de stress, trauma, exposição a determinadas substâncias e factores ambientais podem eventualmente ter um efeito no teu ciclo de fertilidade.


A loja RDO Medical disponibiliza muitas opções, as entregas são rápidas e os custos da entrega mais baratos, porque é já aqui ao lado!

Para quem aprecia tratamentos naturais, há um livro espanhol sobre Ginecologia Natural: Manual introductorio a la Ginecologia Natural com página facebook também Ginecologia natural.

Este livro nasce a partir de um projecto de investigação social independente, no Chile, já revisto e aumentado por três vezes e trata as ervas e tratamentos naturais, bem como o plano emocional da doença e a auto-gestão da fertilidade.

As imagens neste artigo são meramente informativas, não recomendo nenhum método em especial, essa deve ser uma decisão da mulher de acordo com os seus objectivos, em conjunto com um profissional de saúde da sua confiança.

Para colocar questões, ou para mais informações, comenta este post!

Update: Nasce hoje o grupo de Planeamento Familiar Ético no Face, com muita informação e apoio, aparece por lá!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Cabelo - receita herbal para shampoo e condicionador purificantes

Os shampoos comerciais agridem o cabelo e o couro cabeludo, provocam caspa, deficiências na flora cutânea e fragilidade do cabelo e couro cabeludo.

Lavar é importante, mas a utilização de um shampoo natural, herbal e não agressivo para o cabelo e couro cabeludo são mais importantes ainda, e o resultado vale bem a pena: um cabelo forte e brilhante com um aspecto saudável e lustroso.

Esta receita é uma das mais básicas que conheço, pode ser feita com o que há na cozinha, mas não deve ser conservada após a sua confecção, o melhor é fazer o suficiente para usar em apenas uma vez.

É uma forma natural de lavar hidratar o cabelo sem remover a sua gordura natural, que é tão nacessária para manter a saúde e a beleza! O resultado nos caracóis é excelente, ficam mais definidos e com um brilho espectacular.

Ingredientes:

Shampoo: 
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1 copo de água morna

Condicionador:
2 colheres de sopa de vinagre de cidra
1 copo de água fria

Shampoo: Misturar o bicarbonato de sódio com a água morna, despejar sobre o cabelo e massajar suavemente. Passar o cabelo por água.
É importante enxaguar bem o cabelo antes de aplicar o condicionador.

Condicionador: Misturar o vinagre de cidra com a água fria, despejar sobre o cabelo e deixar secar ao natural. O vinagre pode ser mais diluído se sentes que o cheiro é muito forte.

Os produtos à base de silicone deixam uma gordura no cabelo, que, com o tempo lhe dá um aspecto pouco bonito e natural, é importante evitar a toxicidade dos produtos cosméticos em geral para manter o equilíbrio saudável da pele e cabelo.

Evitar o secador quando possível promove também a saúde do cabelo e couro cabeludo.

terça-feira, 3 de março de 2015

Desodorizante - os ingredientes a evitar

Desodorizante tornou-se um produto essencial nos dias de hoje, para evitar o mau cheiro e a transpiração. Faz parte dos essenciais de cuidados pessoais de todas as famílias e pouca gente passa sem usar todos os dias.

Mas que ingredientes estamos a colocar na nossa pele?  Os desodorizantes comercializados correntemente são seguros?

O principal ingrediente de quase todas as marcas é o alumínio ("aluminum"), usado como princípio activo anti-transpirante, é um metal que impede que o suor saia dos poros da pele. O alumínio já foi falado como causa do cancro da mama e está ligado ao aumento do risco de doença de Alzheimer.

Alguns estudos relaccionam ainda o uso de anti-transpirante e o aumento de casos de cancro da mama na mulher e da próstata no homem.

A OMG ainda não classifica este ingrediente como cancerígeno e a FDA assume uma posição de observadora, enquanto espera que mais estudos saiam sobre o tema.

Os Parabenos são uma família de conservantes sintéticos que se encontram frequentemente em desodorizantes, bem como muitos outros produtos de higiene e cuidados pessoais. Foi feita uma amostra aleatória de urina de 100 indivíduos e analisada pelo CDC e as 100 amostras continham parabenos! A nossa pele tem uma grande capacidade de absorção dos produtos que utilizamos, sejam eles bons ou maus.

Uma das grandes preocupações é que o uso de todos estes produtos químicos vá corromper o nosso equilíbrio hormonal, já de si delicado e fácil de alterar. Este desequilíbrio tem sido relaccionado com o alcanço da puberdade cada vez mais cedo nas crianças, e o aumento do risco de cancro hormonal. A exposição aos parabenos tem sido também ligada a defeitos de nascença e toxicidade dos órgãos.

O propileno glicol ("Propylene glycol") é usado em desodorizantes e antitranspirantes, é um derivado do petróleo utilizado para suavizar a consistência dos produtos, é uma forma barata de tornar os produtos mais faceis de aplicar na pele.

As marcas argumentam que o propileno glicol é seguro em pequenas quantidades. Isto tem sido questionado por associações de defesa do consumidor. Em grandes quantidades os estudos mostram que causa danos no sistema nervoso central, fígado e coração.

Este químico pode ser encontrado ainda em muitos dos alimentos processados que consumimos hoje em dia. A lógica indica que diminuir a exposição será uma atitude prudente. Os produtos livres deste ingrediente estão a ganhar cada vez mais popularidade em círculos de consumo saudável e consciente.

Os ftalatos ("Phthalates") são outra categoria de químicos que devemos querer evitar. São usados em cosméticos, fragrâncias sintéticas, pláticos, produtos de cuidados para o corpo e produtos médicos. Ajudam a dissolver outros ingredientes para criar uma melhor consistência.

Os ftalatos têm sido relaccionados com vários problemas de saúde, o seu elevado grau presente na corrente sanguínea de mulheres grávidas foi relaccionado com defeitos de formação nos bébés; isto sugere que os ftalatos podem corromper os receptores hormonais e aumentar a possibilidade de mutação celular.

Triclosan é mais um dos ingredientes comuns dos desodorizantes comerciais pelas suas propriedades anti-bacterianas, é igualmente utilizado em sabonetes antibacterianos, toalhitas e géis de limpeza.

A FDA classifica o Triclosan como pesticida actualmente, é também classificado como um potencial carcinogéno pela Environmental Protection Agency. Esta classificação desencadeou algumas campanhas no sentido de levar as companhias a retirá-lo dos produtos, no entanto ainda está presente em algumas fórmulas.

As axilas contêm a maior concentração de glândulas sudoríferas do corpo, usadas para nos livrar das toxinas. Suar ajuda a eliminar o sal em excesso e a naturalmente arrefecer o corpo, e é absolutamente necessário.

Quando aplicamos uma camada de silicones, alumínios e outros químicos impedimos este processo natural, essencialmente acabando com o nosso principal meio de desintoxicação.



Fontes :
http://www.cbsnews.com/stories/2009/06/29/cb...
http://www.ewg.org/chemindex/term/563
http://www.thedailygreen.com/environmental-n...
http://www.health-report.co.uk/ethylene_glyc...
http://www.naturalingredient.org/syntheticfr...
http://www.naturalnews.com/03336...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Tanacetum parthenium

Sinónimos: Tanacetum parthenium |Tanaceto |  Pyrethrum Parthenium | crisântemo parthenium | feverfew | catinga-de-mulata



Classificação científica

Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae (ver famílias)
Género: Tanacetum
Espécie: T. parthenium

Nome binomial
Tanacetum parthenium (L.) Sch.Bip.

Tanacetum parthenium é uma espécie de planta com flor pertencente à família Asteraceae.

A autoridade científica da espécie é (L.) Sch.Bip., tendo sido publicada em Ueber die Tanaceteen: mit besonderer Berücksichtigung der deutschen Arten 55. 1844.
Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente em Portugal Continental, no Arquipélago dos Açores e no Arquipélago da Madeira.

É uma planta invasiva e pode ser encontrada em estado selvagem.

Em termos de naturalidade é introduzida nas três regiões atrás referidas.

Usos: Prevenção e tratamento da enxaqueca, baixar febre, problemas menstruais, tratamento de artrite e problemas digestivos.

O seu uso prolongado e repentina descontinnuação podem provocar o reaparecimento das enxaquecas ou dores de cabeça, dores musculares e das articulações.

Pode provocar reacções alérgicas em contacto com a pele.

Quando ingerida pode provocar náusea, vomito, diarreia, flatulência; quando mastigada e engolida pode provocar ulcerações na boca e garganta, bem como dormência.